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Estado pode adiar leilões de obrigações

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IGCP vai esperar por condições melhores para realizar duas emissões que restam para cumprir objetivo anual. Devem acontecer até novembro

Portugal tem pelo menos dois leilões de dívida para realizar este ano através da emissão de Obrigações do Tesouro, para financiar os cerca de dois mil milhões de euros que ainda faltam nos planos da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP). Mas poderá não fazer o próximo tão rápido quanto é esperado no mercado, que aponta a próxima colocação para daqui a duas semanas. “Há a janela de duas semanas mas não há a garantia de que vamos fazer um leilão”, afirma ao Expresso Cristina Casalinho. E acrescenta a presidente do IGCP: “Temos ainda dois meses para o fazer, já que dezembro é um mês habitualmente mais difícil. Em dois meses temos a oportunidade de fazer dois leilões”.

O tempo mudou. Na última semana vários países tiveram de pagar mais para se financiar. Portugal foi um deles. “A envolvente é desafiante”, diz Casalinho. O leilão da passada quarta-feira mostrou uma subida do custo de financiamento. Portugal acabou por colocar o mínimo previsto (€750 milhões). Uma consequência da situação no mercado secundário de dívida. Os juros das Obrigações do Tesouro da República Portuguesa têm vindo a subir, tal como o diferencial face a países como a Espanha. Os investidores estão a vender obrigações perante receios e incertezas sobre as decisões futuras dos bancos centrais a nível mundial. A preocupação principal prende-se com uma política mais moderada em termos de estímulos, após uma era de taxas de juro em mínimos históricos. Nem a Alemanha escapa. No leilão de dívida na última semana não colocou a totalidade do montante previsto para não fazer subir os custos de financiamento.

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