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Bolsa pressionada pela Galp, depois da venda de 5% da participação de Américo Amorim

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A Bolsa cai mais de 1%, numa altura em que o mercado absorve o anúncia da venda de 5% da participação que a Amorim Energia detém na Galp. Os investidores estão ainda expectantes em relação à revisão que a Stantard & Poor's fará esta sexta-feira a Portugal

O PSI-20 inaugurou a sessão desta sexta-feira no negativo, caindo para 1,01%, com a maioria das cotadas (11) em queda. A pressionar esta tendência negativa está a Galp, que cai 4,23% para 11,785 euros. Esta quebra acontece depois de o anúncio, ao início da manhã, de que a Amorim Energia, empresa holandesa de Américo Amorim vendeu 5% da Galp, passando a deter uma posição de 33,34% na petrolífera. O negócio tem uma contrapartida de €485 milhões de euros, "correspondente a um preço por ação de 11,69 euros", avançou a empresa em comunicado esta sexta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O Expresso avançou, esta quinta-feira, aquando da colocação em venda desta participação de 5%, que esta fatia de capital corresponde à participação que a holding de Américo Amorim tinha comprado aos italianos da ENI, em julho de 2012, na altura em que estes sócios italianos reduziram a sua participação na Galp. Nessa altura, a participação controlada por Américo Amorim aumentou de 33,34% para 38,34%. A venda foi coordenada pela Société Générale.

Bolsa lisboeta na expectativa

Além da Galp, também a Mota-Engil está em queda pronunciada, 2,43%. A negociação em baixa do principal índice da Bolsa portuguesa está em linha com as congéneres europeias, onde a mesma tendência de perdas se faz sentir.

Na última sessão, o PSI-20 encerrou a sessão em terreno positivo, após quatro sessões em queda e registou uma ligeira valorização de 0,04%, tal como aconteceu um pouco por toda a Europa. Das 18 cotadas que integram o PSI20, oito terminaram a subir, uma ficou inalterada e nove desceram. A Pharol liderou as subidas e ganhou 4,10%

Durante a sessão desta sexta-feira, o mercado português vai estar atento à revisão de "rating" que a agência de notação financeira Standard & Poor's fará à dívida portuguesa. Esta manhã, os juros da dívida portuguesa estavam a subir a dois e cinco anos e a descer a dez anos, face a quinta-feira. A agência tem, atualmente, Portugal em "lixo", com grau "estável".

Lá fora, os mercados continuam a ser marcados pela política monetária dos Estados Unidos, numa altura em que cresce o sentimento entre os investidores de que a Reserva Federal dos Estados Unidos subirá os juros ainda este ano.