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Novo imposto sobre património é “ataque à classe média”, diz a APEMIP

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Tiago Miranda

“Os únicos que não serão afetados são precisamente os ricos, que têm a capacidade de distribuir o respetivo património por titulares, coletivos, diversificados, de modo a que nunca seja atingido”, refere a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária

“Este novo imposto é um ataque em força à classe média, mesmo que pareça um ataque aos proprietários mais ricos", defende Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária (APEMIP) .

E acescenta que "os únicos que não serão afetados são precisamente os ricos, que têm a capacidade de distribuir o respetivo património por titulares, coletivos, diversificados, de modo a que nunca seja atingido, por acumulação, o valor patrimonial tributável que vai ser castigado fiscalmente”.

Para o representante das imobiliárias, este novo imposto é uma verdadeira tragédia para o mercado imobiliário e a declaração da “morte” do mercado arrendamento urbano. “Ao encarar o património imobiliário das famílias como um todo único tributável, somando por exemplo, a herdada casa na aldeia que ninguém compra com os pequenos apartamentos para arrendamento, o Governo está a destruir o mercado imobiliário".

Luís Lima explica também que "a aplicação de poupanças no imobiliário é, na esmagadora maioria dos casos, feita pela aquisição de apartamentos nas cidades tendo em vista um rendimento por via do arrendamento urbano, turístico ou de longa duração, que garanta um pouco mais do que os juros cada vez mais pequenos dos depósitos a prazo ou de outras aplicações financeiras".

Advoga que, neste contexto, irão desaparecer do mercado as "pequenas casas utilitárias, que constituíam a oferta mais procurada do mercado de arrendamento. Jovens e famílias que procuravam soluções habitacionais no arrendamento, vão ter de arriscar a compra com todos os riscos do endividamento excessivo e da excessiva taxa de esforço”.

Esta medida, segundo Luís Lima, vai "em total contraciclo com a retoma do mercado imobiliário a que assistimos, passando uma péssima imagem para os investidores nacionais como internacionais”.