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BCP quer fechar acordo com Fosun até fim de setembro

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Marcos Borga

Acionistas aprovam e pedem rapidez nas negociações com a Fosun

Os grandes accionistas do BCP, como é o caso da Sonangol (com 17,8%), deram luz verde à comissão executiva liderada por Nuno Amado para iniciar negociações que permitam ao grupo chinês Fosun assumir 17% do capital, tornando-se o maior acionista, a par da petrolífera angolana.

Cabe à administração do BCP propor o aumento de capital que permitirá ao conglomerado chinês ficar com 16,7% do banco, através da injeção de até 236 milhões de euros. A equipa de Nuno Amado tenciona fechar o dossiê Fosun até ao fim de setembro.

Negociações a todo o gás

Na reunião realizada esta quarta-feira nas instalações do BCP, em Lisboa, o conselho de administração (CA), presidido por António Monteiro, ratificou a decisão da equipa executiva, considerando favorável e não hostil a proposta da Fosun, o conglomerado chinês que em Portugal domina a seguradora Fidelidade e a Luz Saúde. Caso se confirme a intenção, a Fosun pede para nomear até cinco administradores.

Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o BCP informa que o seu conselho de administração "apreciou positivamente" o interesse demonstrado pela Fosun e debateu as linhas gerais do que poderá vir a ser os termos do investimento.

O CA solicitou à comissão executiva que "aprofunde as negociações" e que, logo que sejam esclarecidos os aspectos essenciais, solicite a convocação de nova reunião do conselho, que deverá ocorrer antes do final de setembro.

Reforçar o capital

Se há vontade das duas partes, é provável que o namoro termine em casamento. Até ao fim deste mês, a gestão executiva do BCP tentará firmar um entendimento, em termos de capital, preço e de condições de mercado.

A proposta apresentada no fim de julho pela Fosun ajuda a resolver as necessidades de capital do BCP que tem ainda por pagar 750 milhões de euros do empréstimo do Estado. Mas a entrada da Fosun poderá ser conjugada com outras medidas de reforço de capital.

Além da Sonangol, o BCP conta na estrutura acionista com o espanhol Banco Sabadell, (5%), o luso-angolano Interoceânico, (2,06%), a EDP (2,7%) e o fundo americano Black Rock (2,2%).