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Portugal paga mais para levantar menos no mercado da dívida

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d.r.

O Tesouro português pretendia levantar entre 750 a 1000 milhões, com duas emissões de Obrigações do Tesouro a sete e a 21 anos. Ficou-se pelo limite mínimo pretendido e pagou mais no prazo mais longo

Portugal regressou esta manhã ao mercado de dívida, com uma emissão de Obrigações do Tesouro de longo prazo (a 7 e 21 anos), com o objetivo de levantar entre 750 e 1000 milhões de euros. No entanto, a Agência de Gestão da Tesouraria e do Dívida Pública (IGCP) arrecadou apenas 750 milhões.

Na emissão a sete anos o Tesouro conseguiu emitir 500 milhões de euros pagando um taxa de 2,817%. Já na emissão a 21 anos foram arrecadados 250 milhões, mas com uma taxa de 4,04% –contra os 3,77% conseguidos em junho.

Para Filipe Silva, diretor da Gestão de Ativos do Banco Carregosa, "na dívida a 7 anos a taxa saiu em linha com o que estava ser feito no mercado, mas não temos uma emissão recente que possa servir de comparação".

Já na emissão a 21 anos, "a taxa subiu face aos 3,77% conseguidos em junho, numa operação que envolveu dívida com o mesmo prazo", sublinha aquele responsável. E acrescenta que "a procura foi boa e o facto de termos emitido um montante no limite mínimo desejado, quando costuma ser junto ao máximo, pode dizer apenas que o IGCP não quis colocar mais dívida. Apesar da subida da taxa, são níveis baixos face ao histórico da dívida portuguesa.”

No entanto, o responsável do Banco Carregosa nota ainda que nos últimos dias toda a dívida europeia viu os prémios de risco aumentarem e na dívida portuguesa foi seguida essa tendência. Sendo que, com a economia portuguesa a fragilizar-se "o risco agrava-se mais".