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CaixaBank tem "paciência" mas quer decisão sobre BPI na próxima AG

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O presidente do CaixaBank, Gonzalo Gortázar afirmou hoje em Madrid que tem de haver uma decisão sobre a desblindagem dos estatutos do BPI na próxima assembleia geral de acionistas do banco a 21 de setembro. Recorde-se que a votação já foi adiada duas vezes

O presidente executivo do CaixaBank afirmou hoje, em Madrid, que, apesar de ter paciência, tem que haver uma decisão na assembleia-geral (AG) do BPI em 21 de setembro quanto à limitação dos direitos de voto do banco português.

As anteriores AG, uma em julho e a outra a 6 de setembro, foram suspensas por haver providências cautelares colocadas pelo acionista do BPI, o grupo Violas, sobre irregularidades na convocação das mesmas. A 6 de setembro o tribunal ainda não tinha decidido a matéria.

“Paciência, temos toda, e continuaremos a ter, (…) não estou zangado. (…) É melhor ser frio e calmo” com a situação, disse Gonzalo Gortázar num pequeno-almoço do Fórum Nova Economia, em Madrid, acrescentando que “o importante é defender os interesses dos acionistas” do CaixaBank.

O dirigente do banco espanhol recordou que em 21 de setembro, na próxima assembleia-geral (AG) do BPI, haverá uma votação “que não pode ser adiada mais” sobre a ´desblindagem´ e que nessa altura “os acionistas [do BPI] decidirão sobre uma coisa ou a outra”.

O CaixaBank, o maior acionista do BPI com 45% do capital social, mas apenas 20% de direitos de voto, lançou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) em abril sobre o banco português que está dependente da eliminação da limitação dos direitos de voto (‘desblindagem’) na instituição.