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Terreiro do Paço vai ter nova estação fluvial adaptada a embarcações turísticas

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O projeto de reabilitação é da autoria de Ana Costa, neta do arquiteto que fez o edifício original

DR

Sete milhões de euros é o valor de investimento para resgatar da ruína a Estação Sul e Sueste, um imóvel classificado

Marisa Antunes

Jornalista

Funcionou durante 80 anos (até 2011) como porta de ligação, por via fluvial, da cidade de Lisboa às linhas ferroviárias do sul do país e foi classificada como Monumento de Interesse Público em 2012. Mas há muito que a Estação Sul e Sueste, localizada no Terreiro do Paço, aguardava pela definição do seu destino, inserido numa zona de grande centralidade turística.

Esta semana, o plano foi finalmente desvendado e a estação recebeu uma comitiva de peso para a apresentação do novo Terminal de Atividade Marítimo-Turística da cidade de Lisboa, um projeto que vai custar sete milhões de euros e que deverá estar concluído no final de 2018.

Os ministros das Finanças, Mário Centeno, e do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, e o presidente da câmara municipal de Lisboa, Fernando Medina, presidiram à assinatura do protocolo que concretiza a cedência do edifício da Estação Sul e Sueste, no Terreiro do Paço, à autarquia e à gestão da Associação Turismo de Lisboa.

Projetada pelo arquiteto Cottinelli Telmo, com traços Art-Déco e construída entre 1929 e 1931, a estação tem agora o seu projeto de reabilitação a cargo de Ana Costa. A arquiteta e neta de Cottinelli propõe-se resgatar a memória do edifício original, recuperando elementos marcantes como os painéis dos azulejos que representavam as estações ferroviárias do sul como Faro, Évora ou Estremoz.

O projeto, que irá completar a reabilitação da zona ribeirinha central, propõe-se criar um centro de atividade marítimo-turística. Assim, está previsto a construção de um novo pontão para barcos que irão assegurar os passeios turísticos pelo Tejo e a reabilitação dos dois outros pontões para embarcações maiores. O edifício principal deverá acolher dois restaurantes e respetivas esplanadas, as bilheteiras das embarcações turísticas e uma loja do Turismo de Lisboa.

O espaço exterior envolvente do edifício também será reabilitado, num projeto assinado por Bruno Soares. Parte significativa desta envolvente é o chamado Muro das Namoradeiras, que será recuperado, bem como toda a zona que ladeia o Cais das Colunas. O arquiteto propõe-se completar as obras já realizadas no Terreiro do Paço e na Ribeira das Naus e as que se encontram em curso na envolvente do Terminal de Cruzeiros, Campo das Cebolas e Cais do Sodré.

Um projeto que marca “o início do fim do processo de recuperação integral da frente ribeirinha”, como referiu o presidente da câmara de Lisboa, Fernando Medina.