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Renováveis abastecem 73% do consumo de eletricidade

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António Pedro Ferreira

As barragens e as eólicas contribuíram com 58% da produção de eletricidade, nos primeiros oito meses do ano. A Associação de Energias Renováveis conclui ainda que o calor fez subir o consumo de eletricidade em 2,9% só no mês de agosto

A produção de eletricidade a partir de fontes renováveis contribuiu com quase ¾ do consumo (73%) registado em Portugal, no período de janeiro a agosto de 2016.

Os dados, hoje revelados pela APREN – Assocoação de Energias Renováveis, indicam ainda que as altas temperaturas registadas em agosto originaram um aumento de 2,9% consumo de eletricidade, face ao mesmo mês de 2015.

No universo da produção de eletricidade “verde” os contributos mais importantes vieram das barragens e das eólicas, com 36% e 22%, respetivamente. De referir ainda o desempenho da bioenergia (biomassa, biogás e queima de resíduos sólidos urbanos) que contribuiu com 5% da produção total. Às centrais fotovoltaicas coube apenas 1% da energia verde produzida nos primeiros oito meses do ano.

A geração de eletricidade com recurso a fontes de origem fóssil (gás e carvão) contribuiu com os restantes 36 %.

Quanto ao preço da eletricidade no mercado spot diário (onde se negoceia eletricidade entre as empresas que operam no mercado, para entrega imediata) em agosto foi de €41,14 megawatt hora (MWh), segundo a APREN.

Este valor, segundo aquela associação, é superior ao registado nos meses de maior representatividade de energia renovável no sistema eletroprodutor, como por exemplo fevereiro e abril (ambos com 95 % de renovável), em que o preço rondou os €27,35/MWh e os €23,5/MWh, respetivamente. “Estes factos evidenciam a influência positiva que a produção renovável tem na redução do preço da eletricidade no mercado spot”, concluem os analistas da APREN.

A produção de eletricidade a partir das eólicas teve um incremento de 14 %, para 8.605 gigawatt hora (GWh), nos primeiros oito meses do ano, contrastando com os 7.528 GWh do período homólogo de 2015, “explicável pelo incremento da potência instalada a nível nacional e por uma eolicidade acima da média”, refere ainda a APREN. E sublinha que o acréscimo da potência instalada cifra-se nos 230 megawatts (MW), repartidos pela Central Eólica do Douro Sul, 149 MW. “As restantes tecnologias renováveis (solar e bioenergia), “mantiveram produções regulares”.