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Plano da Oi prevê venda de ativos e renegociação da dívida

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A administração da Oi aprovou o plano de reestruturação da operadora, comunicado esta madrugada, onde está prevista a venda de ativos e a renegociação da dívida. O objetivo é evitar a falência da empresa, controlada em 27% pela Pharol (ex-PT)

O plano de recuperação judicial da Oi, comunicado esta segunda-feira de madrugada pela operadora ao mercado, prevê a venda de activos, entre eles alguns detidos pela PT Participações SGPS, como é o caso das participações em operações de telecomunicações em Angola e Cabo Verde e em Timor. Está prevista igualmente a reestruturação da dívida, com duas propostas em cima da mesa para os credores.

O plano foi aprovado pela administração da Oi, mas ainda terá de ter a luz verde do juiz responsável pela recuperação judicial. A Oi é detida em 27% pela portuguesa Pharol (antiga PT SGPS). Entregue à Justiça do estado do Rio de Janeiro, o plano terá ainda de ser negociado com os credores.

O documento, citado pela Lusa, refere que a Oi "poderá promover" a alienação, "direta ou indirectamente" de operações de centros de contacto, a rede de fibra ótica no Estado de São Paulo, a Brasil Telecom Call Center S.A., a Serede - Serviços de Rede S.A., imóveis ou operações de telefonia móvel. Na lista de vendas estão, como já referido, as participações de operações em África e na Ásia, herdadas da PT na sequência da fusão entre as duas operadoras.

Faz parte do plano também a reestruturação da dívida, e há duas possibilidades abertas a negociações com os credores. A administração da Oi propõe que parte dos créditos sejam convertidos em ações, até ao limite de 32,3 mil milhões de reais (8,87 mil milhões de euros). Neste âmbito, durante três anos, após a homologação do plano, no final de cada semestre a Oi fica com a possibilidade de resgatar parcial ou integralmente esses títulos. Caso os valores mobiliários em questão não sejam resgatados dentro desse prazo, serão convertidos em ações que representem 85% do capital social da Oi.

Em alternativa à opção acima referida, a administração da Oi propõe que as dívidas obrigacionistas sejam pagas só partir do 11.º ano e em parcelas semestrais.

Estas opções aplicam-se aos credores que tenham a receber mais de mil reais (276 euros), excluindo no entanto os trabalhadores.

A consultora EY prevê que com este planos a Oi possa regressar aos lucros em 2020.

A maior operadora de telefone fixo do Brasil e a quarta em rede móvel apresentou, a 20 de junho, o maior pedido de recuperação judicial da história do país. Em cuasa está uma dívida de 65,4 mil milhões de reais (17,9 mil milhões de euros).