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Bolsa: à espera do BPI e animada com a Oi

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A Bolsa de Lisboa acordou com as ações do BPI suspensas, à espera de decisões a tomar na assembleia geral desta manhã, e marcada pela aprovação do plano de recuperação da Oi pela administração da operadora brasileira

Aguardada com muito expectativa, a Assembleia Geral (AG) do BPI é um dos acontecimentos desta terça-feira, numa altura em que o banco está pressionado perante a ameaça de que o La Caixa possa vir a retirar a oferta pública de aquisição (OPA) que lançou sobre o banco português caso o impasse se mantenha. Esta possibilidade foi avançada na segunda-feira pelo jornal espanhol "El Confidencial", o que levou o BPI a desvalorizar mais de 3% e a perder 50 milhões de euros em capitalização bolsista.

Esta manhã a cotação do banco liderado por Fernando Ulrich foi suspensa, e assim ficará até que haja novidades sobre a AG, que se inicia às 10h. Não se sabe ainda se há condições para a AG se realizar, já que é preciso saber o que decidiu o tribunal em relação às providências cautelares colocadas pelo acionistas do BPI, Violas Ferreira Financial, para travar a desblindagem dos estatutos e a eleição do novo presidente da mesa da AG, Carlos Osório de Castro.

A marcar o dia na Bolsa de Lisboa, onde PSI20 registava uma descida de 0,17%, está também a notícia desta madrugada de que a administração da Oi aprovou o plano de recuperação judicial da companhia. É uma passo fundamental para a operadora brasileira, controlada em 27% pela Pharol, que já se terá entendido informalmente com os grandes credores sobre forma de pagamento da dívida. Animada por esta notícia a Pharol está a valorizar 7,14%. O plano, que estabelece as principais medidas que poderão ser adoptadas com vista à superação da atual situação económica e financeira da Oi, terá no entanto ainda de ser aprovado pelo juiz responsável pela recuperação judicial da empresa.

Em destaque pela positiva na Bolsa de Lisboa está a Corticeira Amorim (+3,05%) e a Galp Energia (+1,44%). As maiores perdas são apresentadas pelo BCP (-0,54%) e pela EDP (-0,29%).