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CaixaBank pondera retirar OPA sobre o BPI

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Nuno Fox

Presidente do banco catalão está farto das 'boas palavras' dos reguladores portugueses e do Governo de António Costa e decide nos próximos dias se retira a OPA ao BPI

O presidente do CriteriaCaixa, maior acionista do CaixaBank, Isidre Fainé, está farto das 'boas palavras' dos reguladores portugueses e do Governo de António Costa e decide nos próximos dias se retira a OPA ao BPI, de acordo com o site espanhol El Confidencial.

Uma nova providência cautelar interposa pelo grupo Violas, que detém 2,6%, contra as mudanças propostas pelo conselho de administração para retirar a limitação de voto que imepdia o CaixaBank de mandar na gestão do BPI, terá sido a gota de água. Isidre Fainé perdeu a paciência e pondera desistir da oferta pública de aquisição (OPA) sobre o BPI, avança o jornal espanhol El Confidencial, garantido que o presidente do CaixaBank "fartou-se" das palavras dos reguladores e do Governo de António Costa.

À providência cautelar vem somar-se ao desconforto do CaixaBank por considerar que não há verdadeira vontade do Governo em romper com Isabel dos Santos, dona da Santoro Financial, acionista de referência do BPI, que se opôs à proposta do banco catalão.

O banco português anunciou na última semana de agosto já ter contestado as duas providências, destinadas a suspender a eleição dos novos membros da mesa da assembleia-geral do banco e a impedir a votação da proposta de desblindagem de estatutos apresentada pela administração do BPI.

A instituição estará assim pessimista com o desfecho da oferta pública, de 1,113 euros por título, abaixo dos 1,3 euros da primeira oferta lançada em Fevereiro do ano passado.

Fontes oficiais do CaixaBank não quiseram fazer comentários ao El Confidencial. A instituição tem prevista uma reunião ordinária de administração na terceira semana do mês, mas poderá ser convocada um encontro intercalar para aprovar a desistência da OPA.