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Que bem que se está (a vender) no campo...

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Clientes franceses lideram a procura de propriedades rústicas, mas o apetite dos compradores nacionais por este tipo de imóveis não para de aumentar

D.R.

A PortugalRur faturou €13 milhões no primeiro semestre, contra cerca de €2,5 milhões no mesmo período em 2015

Por um milhão de euros, uma família polaca adquiriu uma quinta (e a herdade circundante da mesma), na zona do Crato (Alentejo), que terá sido um antigo refúgio dos jesuítas. Duas organizações americanas compraram um antigo convento, situado próximo do Alvito (também na planície), e uma quinta com casa senhorial na zona de Évora (esta tendo como fim provável a criação de um centro de artes), em ambos os casos com transações a rondar os €300 mil. Um arquiteto de Cascais adquiriu, por cerca de €350 mil, um mosteiro, perto de Portalegre, 12 hectares em pleno parque natural, para fins particulares...

Estes são alguns negócios fechados, em anos recentes, relatados por Francisco Grácio, que lidera a PortugalRur, uma mediadora imobiliária familiar, nascida em 2000, em Proença-a-Nova, especialmente vocacionada para fazer corresponder oferta e procura em zonas rurais do país, com destaque para o Alentejo (onde tem cerca de mil imóveis à venda, cerca de metade do total do seu portfólio). À frente das transações concretizadas estão as herdades e, em termos de nacionalidade dos clientes, são os franceses que comandam, claramente, já desde 2014, a lista de compradores.

Segundo aquele empresário, os gauleses estão a comprar não só edifícios com valor histórico como também propriedades na zona de Alqueva, algumas delas para investimento imobiliário ligado à hotelaria (confinando com o espelho de água), mas outras com a finalidade de exploração agropecuária, aproveitando o acesso ao precioso líquido daquela albufeira.

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