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Estado tem 31,66% da SLN Valor que não valem nada

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Entre as dívidas ao Estado estão créditos que têm como garantia única ações da SLN Valor 
devido a um financiamento concedido pelo BPN em 2010

Nuno Botelho

Parvalorem deverá opor-se ao PER colocado pelo núcleo duro de acionistas do ex-BPN

O que restou do grupo SLN/BPN continua a dar muitas dores de cabeça aos credores, entre os quais o Estado. São muitas as sociedades que estão em difícil situação económica e financeira, à beira da falência ou mesmo em processo de liquidação.

A SLN Valor, maior acionista da Galilei (ex-Sociedade Lusa de Negócios), é uma delas. Entrou com um Processo Especial de Revitalização (PER) em maio. E os créditos reclamados pelo Estado ascendem a €471 milhões. A própria Galilei, da qual a SLN Valor tem 31,66%, tinha entrado com um PER que foi chumbado. O Estado é credor da SLN Valor através da Parvalorem, sociedade que gere os ativos tóxicos do ex-BPN que ficaram por conta do Estado depois da venda por €40 milhões ao angolano BIC. Esta participação da SLN Valor na Galilei foi penhorada pelo Estado mas não vale nada.
A Parvalorem afirma que, “apesar de até ao presente momento não ser ainda conhecida nenhuma versão do plano de recuperação a ser submetido à votação pelos credores, não se podendo ainda, por essa razão, emitir-se uma opinião definitiva quanto à posição que sobre esse Plano a Parvalorem venha a adotar, a verdade é que à partida não se perspetiva a possibilidade da pretendida revitalização vir a ocorrer, sendo o cenário mais previsível o da futura insolvência desta sociedade”.

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