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Crescimento abaixo da meta do Governo atrasa ‘saída’ da crise um ano

Ana Serra

Há cada vez mais dúvidas sobre modelo de crescimento do Executivo. PIB cresce abaixo do esperado e regresso aos níveis pré-crise pode acontecer apenas em 2020. Um ano depois do esperado no Programa de Estabilidade

A discussão sobre se o modelo de crescimento do Governo está a falhar leva-nos de volta a abril de 2015 quando o PS apresentou o seu cenário macroeconómico. O grupo de economistas nomeado por António Costa previa uma aceleração do crescimento em 2016 e 2017 suportado pelo consumo privado e investimento. O que deveria levar o andamento do Produto Interno Bruto (PIB) a um ritmo acima dos 3% no próximo ano. Quando fez o Orçamento do Estado para este ano e o Programa de Estabilidade (PE) 2016-2020, o Governo já foi mais contido: 1,8% este ano, 1,8% no próximo e uma ligeira aceleração até 2,1% no final da década.

Os dados agora divulgados pelo INE não só levam a questionar a meta de 2016 e o sucesso da estratégia do Governo, como podem comprometer os próximos anos. O Executivo contava com uma aceleração este ano face aos 1,5% de 2015 mas pode acabar com uma travagem. Esta semana, o ministro da Economia já falava em 1,2%. Mesmo que seja possível fechar as contas do ano com um défice de 2,5%, para cumprir as exigências de Bruxelas, esta inversão pode significar que as previsões para o período 2017 a 2020 poderão não ser as mesmas. E, pior, a ‘saída’ da crise pode acontecer mais tarde do que o previsto.

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