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Sapatos portugueses batem recorde em Itália

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E mostram a sua raça em Guimarães

A exportar para 152 países e apostada em chegar a 2020 com 2,5 mil milhões na frente exportadora, a indústria portuguesa de calçado apresenta na próxima edição da MICAM, a decorrer em Milão, de 3 a 6 de setembro, uma presença recorde de 98 empresas. É a maior emabixada de sempre do sector num certame internacional, é a segunda maior delegação estrangeira na maior feira de calçado do mundo e deverá receber a visita do primeiro-ministro António Costa logo no dia de abertura.

Depois de ver as exportações cresceram mais de 50% desde 2009, a indústria portuguesa de calçado fechou 2015 com uma subida de apenas 1% na frente externa, correspondente a um saldo de 79 milhões de pares e 1,865 mil milhões de euros. No desempenho do ano passado pesaram quebras em mercados como Angola (15%) ou Rússia (52%), compensadas por vendas recorde em "novos destinos", cada vez mais no radar dos sapatos portugueses, do Canadá à China, Austrália, Japão ou Estados Unidos, um mercado onde as exportações dos sapatos portugueses crescerem 48%, para os €67 milhões.

A apoiar a dinâmica exportadora, o sector soma mais de 50 projetos apresentados por empresas do cluster do calçado ao Portugal 2020, no valor de €30 milhões, tendo como foco principal a modernização tecnológica das empresas, e prevê a crição de 400 postos de trabalho.

Guimarães é um concelho em destaque nesta aposta industrial. No terceiro lugar no ranking das exportações do sector, atrás de Felgueiras e Santa Maria da Feira, com vendas de 180 milhões em 2014 (últimos dados divulgados), e na quarta posição no que respeita ao emprego, com 4 mil postos de trabalho, o concelho tem empresas como a Albano Miguel Fernandes, Calçado Celita, Cruz de Pedra ou Paradigma a investir em novas unidades industriais, enquanto a Kyaia, o maior grupo português do sector, está a expandir as atuais instalações.

Ao mesmo tempo, a fileira, apoiada no trabalho da APICCAPS - associação portuguesa dos industriais do calçado e do Centro Tecnológico do Calçado de Portugal procura captar novas vocações na área do design e do empreendedorismo e criar valor na sua oferta, como provam as 350 marcas criadas nos últimos 10 anos, 8 das quais já no primeiro semestre de 2016, ou até a estreia da estilista Fátima Lopes em feiras do sector, na MICAM com os seus sapatos depois de criar cinco coleções numa parceria com a empresa Joia.

Na apresentação da sua proposta para "vestir os pés" na próxima primavera/verão, já pronta a rumar de Milão para Paris, para o Showroom Tuileries, ainda em setembro, a estilista fala de "modelos em pele, elegantes e sensuais" que são "o início de uma grande aposta da marca Fátima Lopes na consolidação e internacionalizaão da coleção de calçado".