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PIB só cresce metade do que o Governo queria

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Marcos Borga

INE reviu crescimento em alta no segundo trimestre. Economia portuguesa cresceu 0,9%, mais uma décima que na estimativa rápida, mas está longe da meta do governo para este ano que é de 1,8%

As contas nacionais do segundo trimestre divulgadas esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística revelam que a economia portuguesa não está a crescer ao ritmo que o Governo contava quando, em março, desenhou o cenário macroeconómico que sustenta o Orçamento do Estado para este ano. Houve, apesar de tudo, uma revisão em alta de uma décima na taxa de crescimento face à estimativa rápida tal como Marques Mendes tinha avançado no comentário semanal da SIC.

O produto interno bruto (PIB) cresceu 0,9% em termos homólogos, quando a meta do governo para este ano é 1,8%.

O consumo privado cresceu 1,7%, abaixo da meta do governo que é 2,4%.

O investimento – medido pela formação bruta de capital fixo – cai 3,1%, quando o governo contava com um crescimento de 4,9%.

As exportações crescem 1,5%, abaixo da meta de 4,3% do governo.

Só o consumo público cresce em linha com a previsão de 0,2% do governo.

Já as importações, ao crescerem 0,9% quando o Governo contava com 5,5%, acabam por melhorar as contas deste segundo trimestre.

  • PIB, PIB, hurra? Talvez sim, talvez não

    O INE pode rever esta quarta-feira em alta o crescimento da economia portuguesa no segundo trimestre. Uma décima pode ser suficiente para inverter a tendência negativa mas não justifica que se comecem a lançar foguetes. A este ritmo, nem a 1% chega no final do ano