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Oxy Capital compra Aleluia Cerâmicas

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Autoridade da Concorrência aprovou venda de 100% da empresa de cerâmica ao Fundo Cometa, gerido pela sociedade de capital de risco Oxy Capital. A Aleluia estava nas mãos do grupo Prebuild, que a adquirira à Rioforte, sociedade de investimentos que integrava os ativos não financeiros do Grupo Espírito Santo

A Oxy Capital comprou a Aleluia Cerâmicas e já tem luz verde da Autoridade da Concorrência (AdC) para ficar com 100% da empresa. “Em 25 de agosto de 2016, o Conselho de Administração da Autoridade da Concorrência”, deliberou “adotar uma decisão de não oposição à presente operação de concentração”, uma vez que “a mesma não é suscetível de criar entraves significativos à concorrência efetiva no território nacional ou em parte substancial deste”, informa o regulador.

“A operação de concentração em causa consiste na aquisição, pelo Fundo Cometa”, gerido pela Oxy Capital - Sociedade Gestora de Fundos de Capital de Risco, “do controlo exclusivo da sociedade Aleluia Cerâmicas”, adianta a AdC.

O Fundo Cometa, “que se dedica à aquisição, por período de tempo limitado, de instrumentos de capital próprio e de instrumentos de capital alheio em sociedades, como forma de beneficiar da respetiva valorização”, notificara o regulador no início de agosto.

A Aleluia Cerâmicas nasceu da fusão, em 2006, de várias empresas portuguesas detentoras das marcas Aleluia, Ceramic, Apolo, Viúva Lamego e Keratec. Em 2012, o grupo Prébuild comprou a empresa de cerâmica à Rioforte, sociedade de investimentos que integrava os ativos não financeiros do Grupo Espírito Santo (GES) e na altura controlava o capital da empresa de cerâmicas.

O grupo de João Gama Leão ambicionava a liderança no mercado da cerâmica e, para melhor garantir as capacidades de abastecimento da construção em Angola, começou a comprar empresas em dificuldades em Portugal e a apostar na sua reestruturação e viabilização. Mas foi apanhado no meio da implosão do GES, ao mesmo tempo que foi prejudicado pela dependência do mercado de construção em Angola, e o seu universo de empresas começou a ser alvo de planos especiais de revitalização (PER).

A Aleluia Cerâmicas deixa agora de fazer parte do grupo Prebuild e passa para as mãos do fundo da Oxy Capital, sociedade de Miguel Lucas (ex- McKinsey) que, além do Cometa, tem gerido outros veículos, como o Fundo de Reestruturação Empresarial, vocacionado para o sector industrial, ou um dos fundos do programa Revitalizar (Centro).