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Portugal regressa ao mercado na quarta-feira

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O IGCP vai realizar dois leilões de obrigações do Tesouro a 5 e 10 anos no último dia de agosto pretendendo colocar entre 750 e 1000 milhões de euros. Esta colocação era esperada pelos analistas

O Tesouro português vai regressar ao mercado de dívida pública na próxima quarta-feira, 31 de agosto, pretendendo colocar entre 750 e 1000 milhões de euros num leilão de Obrigações do Tesouro (OT) nos prazos de 5 anos (vencimento em abril de 2021) e 10 anos (vencimento em junho de 2016).

Esta colocação pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) era esperada pelos analistas e enquadra-se no programa do segundo semestre, em que já foram colocados 2,3 mil milhões de euros nos leilões de 1 e 13 de julho com vencimentos em 2022, 2025, 2026 e 2037. Na apresentação a investidores publicada em 29 de julho, o IGCP referia um montante de 4,6 mil milhões de euros ainda para colocar até final do ano no quadro das necessidades de financiamento do Estado.

Nos últimos dois leilões para as linhas obrigacionistas que serão reabertas na próxima quarta-feira, o IGCP pagou uma taxa de 1,843% no prazo a 5 anos na operação de 8 de junho e 3,09% no prazo a 10 anos na operação de 13 de julho.

A titulo indicativo, as yields das OT naqueles dois prazos fecharam hoje no mercado secundário em 1,89% para os 5 anos e 3,06% nos 10 anos. Depois de mínimos do mês em 1,56% a 5 anos e 2,69% a 10 anos, as trajetórias das yields têm sido ascendentes na segunda metade de agosto, marcadas pelo “nervosismo em torno dos ratings” (revisão pela Moody’s a 2 de setembro, pela S&P a 16 de setembro, e pela DBRS a 21 de outubro, esta última é crítica) gerado pela reação negativa à desaceleração da economia portuguesa e à subida para máximos do rácio da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto no final do primeiro semestre.