Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Governo confirma recapitalização da Caixa mas não avança detalhes sobre reestruturação

  • 333

Ministério das Finanças reproduz quase, ipsis verbis, as declarações da Comissão Europeia e apenas adianta um valor até agora desconhecido: as ações da ParCaixa valem 500 milhões de euros. No total, a capitalização pode ultrapassar 5000 milhões de euros

O Ministério das Finanças acaba de anunciar o acordo com a Comissão Europeia para avançar com um aumento de capital até €2,7 mil milhões "em condições de mercado". Ou seja "compatíveis com a ausência de ajuda de Estado", refere o comunicado.

No total a recapitalização pode ultrapassar €5 mil milhões. Reproduz no essencial o já anunciado pela DGComp (Direção Geral de Concorrência da Comissão Europeia) especificando que o Estado português, acionistas único da Caixa, "fica autorizado a realizar um aumento de capital até €2,7 mil milhões, a transferir as ações da ParCaixa para a CGD no valor de €500 milhões e a converter €960 milhões de instrumentos de capital contingentes (CoCos) subscritos pelo Estado em ações" e realizar "uma emissão de instrumentos de dívida com elevado grau de subordinação, de cerca de €1000 milhões, elegível para efeitos de cumprimento dos rácios de capital regulatório".

No comunicado, as Finanças referem que tal emissão "decorrerá junto de investidores privados". ESclarecendo que esta emissão "não será convertível em ações da CGD, assegurando-se a manutenção da CGD como um banco integralmente público".

As Finanças realçam o objectivo da operação: "recuperar a rentabilidade de longo-prazo através de um aumento de eficiência, da redução do custo do risco de crédito e do corte de custos". E afirma ainda que "o plano de negócios assenta num modelo de governação da instituição e numa equipa de gestão com uma forte experiência no sector financeiro".

Contudo, o Ministério das Finanças não especifica qual o plano de negócios traçado, e onde vão ser realizados os maiores cortes de custos. O que tem vindo a público é que deverão sair da Caixa cerca de 2000 trabalhadores, na suia maioria por mútuo acordo.

Concluiu dizendo que que "tendo em conta os objectivos incluídos no plano de negócios, a Comissão Europei considera que a operação de recapitalização é feita em condições de mercado, isto é, não incluindo ajuda de Estado". Por isso o plano de negócios a implementar, diz as Finanças, "assegurará um retorno adequado para o acionista Estado em condições idênticas ás que seriam aceites por um investidor privado" e "tomará as medidas necessárias à implementação deste acordo de princípio, que culminará com uma decisão formal do Colégio de Comissários da Comissão Europeia".