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BPI contesta providências cautelares do grupo Violas

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Acionista português já tinha travado a votação da desblindagem de estatutos do banco. Agora quer anular a eleição do presidente da mesa da assembleia geral.

O BPI contestou uma nova providência cautelar apresentada pelo seu acionista grupo Violas, que pretende anular a eleição da nova mesa da Assembleia Geral (AG), aprovada no dia 22 de julho. A eleição de Carlos Osório de Castro foi aprovada nessa AG com o voto favorável de 99,96% dos votos expressos.

O banco comunicou esta terça-feira que deduziu no dia 22 de agosto a sua oposição, "sustentando não ser procedente o alegado pela Violas Ferreira Financial (VFF) e defendendo, por consequência, o não decretamento da providência cautelar requerida". Aguarda agora uma decisão do tribunal.

Esta não é a primeira providência cautelar requerida pelo grupo Violas, pois logo no dia da AG de 22 de julho os acionistas não puderam votar a desblindagem dos estatutos do banco porque o mesmo acionista tinha contestado esse ponto. O BPI diz que, "também neste caso, está a aguardar a decisão do tribunal".

A próxima AG do BPI está agendada para 6 de setembro, para retomar a proposta de alteração dos estatutos, através da qual o grupo espanhol La Caixa poderá assumir o controlo do BPI. Neste momento está a decorrer uma oferta pública de aquisição (OPA) do CaixaBank sobre o BPI, cujo sucesso depende da desblindagem dos estatutos.