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Já nem o consumo tira Portugal da cauda da zona euro

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Compra de automóveis desacelerou no segundo trimestre e contagiou a procura

Paulo Vaz Henriques

A procura interna foi o calcanhar de Aquiles da economia no segundo trimestre. Melhoria na contribuição da procura externa não chegou para compensar

A economia portuguesa está a perder gás e leva já cinco trimestres consecutivos de desaceleração. No segundo trimestre deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,8%, o valor mais baixo desde o final de 2014, o ano da saída ‘limpa’ do programa da troika. Este ponto mais baixo culmina uma trajetória de desaceleração da economia portuguesa que se verifica desde o segundo trimestre do ano passado e empurra Portugal para o ‘clube’ dos membros da zona euro com crescimentos medíocres, inferiores a 1%, ou negativos. Um ‘clube’, no segundo trimestre de 2016, em que se incluem a Grécia (em recessão há quatro trimestres), apesar do terceiro resgate, Portugal (0,8%), Itália (0,7%), Letónia (0,7%) e Estónia (0,5%), uma orla de periféricos. Níveis de crescimento que são metade ou menos da média da zona euro, que se situou em 1,6% no segundo trimestre, com ‘campeões’ como a Espanha e a Eslováquia com crescimentos acima de 3%.

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