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Produção de vinho e tomate com quebras em 2016

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As previsões agrícolas do INE apontam para o aumento da produção de cereais, em contraponto às reduções no vinho e tomate

As previsões agrícolas no final de julho apontam para uma quebra de 20% na produtividade das vinhas para vinho para a grande maioria das regiões devido à precipitação na fase de floração e a doenças, segundo as previsões agrícolas do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgadas esta quinta-feira. Esta redução já havia sido anunciada no início deste mês de agosto, pelo Instituto da Vinha e do Vinho, quando apontou para a quebra da produção vitivinícola em todas as regiões, com exceção do Algarve, para a campanha que terminou em julho passado. A produção ficou-se pelos 5,6 milhões de hectolitros.

Da mesma forma, a produção dos pomares de macieiras e pereiras também foram afetados pelas condições climatéricas adversas, que se refletiram mais intensamente na produtividade das pereiras, cultura que deverá registar mais uma campanha pouco produtiva.

De acordo com o INE, o ciclo de produção do pêssego e da amêndoa também não correu favoravelmente, prevendo-se respetivamente diminuições de produtividade de 25% e de 20% comparando ao ano anterior.

As más notícias prosseguem: também para o tomate, o INE prevê um decréscimo de 10% da produtividade face à campanha anterior. "As chuvas primaveris e o consequente atraso nas plantações prejudicaram o desenvolvimento do tomate para a indústria", afirma o INE, que acrescenta que "as primeiras plantações apresentam rendimentos unitários relativamente baixos, que poderão vir a ser parcialmente compensados pelas mais tardias".

Segundo as previsões agrícolas, prevê-se um aumento generalizado da produção dos cereais de outono/inverno relativamente a 2015, devido aos aumentos de produtividade.

Na batata de regadio as plantas apresentam um “bom desenvolvimento”, estando a decorrer a colheita, sendo que se prevê um rendimento unitário semelhante ao da campanha anterior, refere o INE.