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Lloyds diz que Horta Osório não usou dinheiro do banco para despesas pessoais

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O presidente do Lloyds Banking Group, António Horta Osório, intervém na conferência organizado pelo "Jornal de Negócios"

Miguel A. Lopes/Lusa

Dúvidas em torno de despesas feitas pelo banqueiro português em Singapura levaram a tomada de posição do banco por ele presidido

António Horta Osório não usou dinheiro do Lloyds, banco a que preside, para pagar despesas pessoais, afirmou fonte do banco britânico, perante as dúvidas que surgiram após a publicação de notícias sobre a deslocação do banqueiro a Singapura.

O caso assumiu grande repercussão na Grã-Bretanha, sendo noticiado inclusivamente por órgãos especializados, como a Bloomberg e o "Financial Times", e perante as dúvidas o Lloyds assegurou que não houve violação das regras.

Fonte do Lloyds afirmou ao Expresso "que o banco analisou o assunto e não houve qualquer violação da política de despesas". Horta Osório, diz a mesma fonte, "foi sempre altamente escrupuloso na separação entre despesas pessoais e profissionais".

Horta Osório esteve vários dias em Singapura em trabalho, numa conferência de política monetária internacional, que decorreu a 6 de junho.

O banqueiro tem conduzido um pesado programa de reestruturação do banco britânico, que foi resgatado pelo Estado. Anunciou recentemente o despedimento de mais três mil pessoas. No ano passado Horta Osório recebeu 8,5 milhões de libras (10 milhões de euros)..

Em 2013, o banqueiro criou um código de conduta para os mais de 80 mil trabalhadores do Llyods, no qual apelava aos valores da família e à proteção do bom nome do banco.