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Ásia e Europa regressam aos ganhos nas bolsas

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Depois de duas sessões consecutivas no vermelho, os índices bolsistas na Ásia Pacífico voltaram esta quinta-feira a fechar em alta, impulsionados por Tóquio. Europa abre em terreno positivo, invertendo a trajetória no vermelho nos últimos três dias. PSI 20 abre a subir. Sessão de hoje ficará marcada na Europa por decisão do Banco de Inglaterra

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas na Europa abriram esta quinta-feira firmemente em terreno positivo, com Lisboa a seguir a tendência no Velho Continente. A exceção é a City londrina com o indice FTSE 100 a registar uma perda de 0,11% pelas 8h30 (hora de Portugal). Na Ásia Pacífico, a sessão já terminou na maioria das praças financeiras com a quase totalidade dos principais índices a registarem ganhos, liderados pelo Nikkei 225, em Tóquio, que subiu mais de 1%.

A Ásia Pacífico regressou aos ganhos depois de duas sessões consecutivas em que o índice MSCI para a “região” perdeu 2,3% em termos acumulados. Quase todas as bolsas asiáticas registaram subidas, com o índice PSEI das Filipinas, um mercado de fronteira (pré-emergente) a subir 1,14%. Xangai fechou a subir 0,13% e Shenzhen avançou 0,73%. Mumbai, na Índia, é a exceção, com os dois principais índices no vermelho.

A Europa abriu no verde, com a bolsa de Madrid a liderar as subidas nas principais praças financeiras, registando um avanço de 1,03% no índice Ibex 35. O índice Eurostoxx 50 (das cinqenta principais cotadas da zona euro) está a subir 0,8%. A abertura dos mercados europeus em terreno positivo pode indiciar um fecho esta quinta-feira com ganhos, invertendo a trajetória no vermelho nas três últimas sessões, com o índice MSCI respetivo a descer cerca de 2% em termos acumulados.

A bolsa de Lisboa segue a tendência europeia com o índice PSI 20 a registar uma subida de 0,7%, com os títulos da Mota-Engil a avançarem mais de 5%, liderando as subidas. Os bancos BCP e BPI estão a valorizar.

Em Milão, os bancos transalpinos inseridos no índice MIB, que têm sofrido fortes perdas nas últimas sessões, estão todos a registar ganhos esta quinta-feira, incluindo o Monte dei Pashi di Siena (BMPS), que tem estado em destaque em virtude de um plano de recapitalização, que tem andado aos ziguezagues, e de ter sido o que revelou uma situação de insolvência em 2018 no caso de um cenário adverso no âmbito dos testes de esforço realizados pela Autoridade Bancária Europeia a 51 principais bancos europeus. O ministro das Finanças italiano, Pier Carlo Padoan, tentou, na quarta-feira, colocar água na fervura, declarando que "o sistema bancário italiano não está em crise sistémica e que não é uma fonte de vulnerabilidade para outros sistemas bancários".

O banco J.P.Morgan Chase manifestou interesse em comprar o BMPS, mas parece ter abandonado esse plano, segundo a agência AFP. O banco norte-americano teme que os reguladores do seu país vetem a compra e que a iniciativa provoque reações negativas na Europa e em Itália, refere a mesma agência de notícias.

O dia será marcado, na Europa, pela comunicação das decisões dos nove membros do comité de política monetária do Banco de Inglaterra (BoE) pelas 12h (hora de Portugal). A maioria dos analistas inclina-se para um corte de 25 pontos base na taxa de juro de referência, baixando-a para 0,25%, um novo mínimo histórico. O BoE não mexe nos juros desde março de 2009 quando cortou a taxa de referência para 0,5%.