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Bolsa de Lisboa abre em baixa

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Ações da Pharol a caír quase 5% entre 11 papéis que desvalorizaram. Mas o BCP subiu 2,2%

O principal índice da bolsa portuguesa, o PSI20, estava esta manhã em ligeira baixa, com as ações da Pharol a cair 4,71% para 0,162 euros e as do BCP a subirem 2,21% para 0,0185 euros.

Cerca das 9h15 em Lisboa, o PSI20 estava a descer 0,02% para 4.661,12 pontos, com 11 'papéis' a desvalorizarem-se, seis a subirem e um inalterado, depois de em 27 de junho ter terminado a sessão no mínimo de sempre de 4.260,13 pontos.

Além dos 'papéis' da Pharol, que atingiram o mínimo de sempre de 0,092 euros em 27 de junho, os da Corticeira Amorim e da NOS eram outros dos que mais se estavam a desvalorizar, estando a cair 1,47% para 7,351 euros e 1,41% para 5,807 euros.

Entretanto, em sentido inverso, as ações do BCP lideravam os ganhos, estando a subir 2,21% para 0,0185 euros, depois de terem descido para o mínimo de sempre de 0,0175 euros em 27 de junho.

No sábado, o BCP, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), anunciou que a empresa de investimento chinesa Fosun propôs à instituição financeira comprar 16,7% do capital do banco.

A aquisição será consolidada através de um aumento de capital, que a Fosun admite, na proposta agora feita, reforçar posteriormente "para entre 20% a 30%".

A proposta da Fosun está dependente de uma série de condições, que o BCP, no seu comunicado, reconhece como tendo "interesse estratégico potencial".

Todavia, tal reconhecimento "não pode ser entendido como garantia de que a operação proposta venha a efetuar-se ou como significando que tenha sido tomada qualquer decisão relativamente à mesma", conclui-se no comunicado enviado à CMVM.

O grupo Fosun detém em Portugal a seguradora Fidelidade e o grupo de prestação de cuidados de saúde Luz Saúde.

Na Europa, as principais bolsas estavam esta manhã em baixa, à espera da reunião de política monetária do Banco de Inglaterra, da qual pode resultar uma descida das taxas de juro do Reino Unido.
Os investidores esperam que o Banco de Inglaterra desça as taxas de juro para o mínimo de sempre de 0,25% e aumente os estímulos à economia para responder à vitória do Brexit no referendo de 23 de junho sobre a permanência ou não do Reino Unido na União Europeia.

Esta redução da taxa de juro para o nível mais baixo da história de 322 anos do banco central do Reino Unido também seria a primeira desde março de 2009, quando a instituição a baixou para o valor atual de 0,50% e lançou o programa de compra de dívida (Quantitative Easing, QE) para estimular a concessão de crédito durante a crise financeira global.

Em Nova Iorque, a bolsa de Wall Street terminou em baixa na terça-feira, com o Dow Jones a cair 0,49%, para 18.313,77 pontos, depois de ter subido até ao máximo desde que foi criado, de 18.595,03 pontos, em 20 de julho último.

A nível cambial, o euro abriu em baixa no mercado de divisas de Frankfurt, mas a cotar-se a 1,1209 dólares, contra 1,1222 na terça-feira.

O barril de petróleo Brent, para entrega em setembro, abriu esta quarta-feira em alta, mas a cotar-se a 41,94 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, mais 0,33% do que no encerramento da sessão anterior.