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Pharol considera “infundadas” acusações de acionista da Oi

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A Pharol afima que as acusações do acionista da Oi que pediu uma assembleia geral para deliberar sobre eventuais responsabilidades judiciais dos acionistas portugueses na atual situação da operadora brasileira são "totalmente infundadas” e ultrapassam os seus poderes

A Société Mondiale Fundo de Investimento pediu, no dia 29 de julho, a convocação de uma assembleia geral extraordinária da Oi para anular os acordos entre a operadora brasileira e a PT, responsabilizar judicialmente a Pharol e os seus principais acionistas, e ainda atuais e antigos administradores da Oi e o Banco Santander Brasil, instituição que fez a avaliação dos ativos que esteve na base da fusão entre a operadora portuguesa e brasileira. A tese da Société Mondiale, empresa controlada por Nelson Tanure, é que os portugueses são responsáveis pela atual situação da Oi, que enfrenta um pedido de proteção de credores, na sequência de uma dívida de 65 mil milhões de reais (17,8 mil milhões de euros).

"A Pharol considera que o Sr. Tanure ultrapassa os seus poderes de acionista face à participação que tem de facto. Nesse sentido, a Pharol utilizará os recursos legais (lei brasileira), disponíveis na defesa dos direitos dos acionistas da companhia de forma a salvaguardar a sua reputação e dos seus órgãos sociais, nomeadamente Conselho de Administração", disse ao Expresso fonte oficial da empresa liderada por Luís Palha da Silva. E acrescenta: "Afirmamos veemente que as acusações do sr Tanure são totalmente infundadas".

A Société Mondial detém 6,32% do capital da Oi e é uma acionista recente da operadora brasileira. Recorde-se que a Oi carrega praticamente desde que foi privatizada, nos anos 90, uma pesada dívida, e que a venda da PT Portugal à Altice já foi feita no contexto de uma redução do endividamento da operadora. A renegociação do acordo entre a PT e a Oi, que Tanure quer rever, aconteceu depois de ter sido provocado um buraco da 897 milhões de euros nas contas da operadora brasileira por incumprimento num reembolso da Rioforte, empresa do grupo Espírito Santo.

Em 2010, a PT SGPS investiu 3,7 mil milhões de euros na compra de 25% do capital da Oi. A Pharol (antiga PT SGSP) detém cerca de 27% do capital da operadora brasileira.

  • A Société Mondiale Fundo de Investimento pediu a convocação de uma Assembleia Geral extraordinária da Oi para anular os acordos entre a operadora brasileira e a PT e processar a Pharol, os seus principais acionistas, atuais e antigos administradores da Oi e o Banco Santander Brasil