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Bolsas europeias fecham no vermelho

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Uma reviravolta no 'sentimento' dos investidores a meio da manhã de segunda-feira empurra bolsas europeias de ganhos para perdas. Milão lidera quedas. Sete bancos italianos perdem mais de 3%. BCP abre a ganhar quase 8% e fecha a cair mais de 5%

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas europeias abriram com ganhos, mas a meio da manhã ocorreu uma reviravolta e fecharam no vermelho na primeira sessão após a divulgação no final de sexta-feira dos resultados dos testes de esforço dos 51 principais bancos europeus.

O índice Eurostoxx 50, das cinquenta principais cotadas na zona euro, abriu a ganhar mais de 1% e fechou esta primeira sessão de agosto a perder 0,67%. O indice MIB da bolsa de Milão abriu a subir mais de 1,4% e fechou a descer mais de 1,7%. Liderou os ganhos na abertura e as perdas no fecho desta segunda-feira na Europa.

O PSI 20, de Lisboa, abriu a subir quase 1,5% e fechou a cair 0,03%. O BCP chegou a registar um avanço de quase 8% na abertura e encerrou a perder 5,45%.

Cinco bolsas europeias registaram as maiores quebras nesta primeira sessão de agosto, com perdas acima de 1%: Milão, que liderou, Bruxelas, Viena, Amesterdão e Dublin, por ordem decrescente. Em Milão, sete bancos perderam entre 3% e 9% - Unicredit, Banca di Milano, UBI, Banca Popolare Emilia Romagna, Banco Popolare, Intesa e Banca Mediolanum, por ordem decrescente. O Banco Monte dei Paschi di Siena, que tem estado no centro da crise bancária transalpina, abriu a subir 9,2% e fechou a ganhar 0,58%.

A própria bolsa de Frankfurt fechou com o índice Dax a cair 0,07%. Londres encerrou com o índice FTSE 100 a recuar 0,45%.

No índice Eurostoxx 50, quatro grandes bancos europeus registaram quedas acima de 3%: Unicredit (que perdeu 9,4%) italiano, BBVA (-3,73%) espanhol, Société Générale (-3,7%) francês e Intesa Sanpaolo (-3,5%) italiano.

No total dos testes a 51 principais bancos europeus, apenas um italiano, o Monte dei Paschi di Siena (MPS), revelou insolvência em 2018 no caso de um cenário adverso. Abaixo do limiar do rácio de resiliência usado nos testes de 2014, de 5,5%, apenas se registaram o MPS (com um rácio negativo de -2,44%), que tem em curso um plano de recapitalização privada, e o banco irlandês Allied Irish (4,31%), que previa a privatização para início de 2017. Os bancos irlandeses testados revelaram um rácio médio de 5,2% e os bancos italianos de 6,5%, os rácios mais baixos nos conjuntos de bancos por países europeus no universo dos 51 bancos.

  • O dia foi negativo para a maior parte dos bancos europeus. O BCP desvalorizou 5,45% depois de ter chegado a subir 12,3%.

  • As bolsas europeias abriram a primeira sessão de agosto no verde reagindo positivamente aos resultados dos testes de esforço divulgados na sexta-feira. Os índices PSI 20 de Lisboa e MIB de Milão lideram as subidas, registando ganhos acima de 1,4%. Ações do italiano Banco Montei dei Paschi avançam mais de 9%. Títulos do BCP sobem perto de 8%