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Bolsas de Lisboa e Milão lideram subidas

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As bolsas europeias abriram a primeira sessão de agosto no verde reagindo positivamente aos resultados dos testes de esforço divulgados na sexta-feira. Os índices PSI 20 de Lisboa e MIB de Milão lideram as subidas, registando ganhos acima de 1,4%. Ações do italiano Banco Montei dei Paschi avançam mais de 9%. Títulos do BCP sobem perto de 8%

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas europeias abriram esta segunda-feira, a primeira sessão de agosto, em terreno positivo. Apenas o índice austríaco ATX da bolsa de Viena estava no vermelho depois dos primeiros trinta minutos da sessão. Os índices PSI 20, de Lisboa, e MIB, de Milão, registavam ganhos de 1,49% e 1,42% respetivamente, pelas 8h30 (hora de Lisboa), liderando as subidas europeias. O índice Eurostoxx 50 – das cinquenta principais cotadas da zona euro – avançava 1,09%. Em Lisboa, as ações do BCP subiam 7,9% e em Milão os títulos do Banco Monte dei Paschi di Siena ganhavam mais de 9%, liderando os ganhos nos dois índices referidos.

Segundo os analistas, os investidores bolsistas manifestaram nos mercados europeus uma primeira reação positiva aos resultados dos testes de esforço aos 51 principais bancos europeus divulgados na sexta-feira passada pela Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês).

O resto da sessão desta segunda-feira será importante para avaliar uma reação mais duradoura, tanto mais que muitos analistas financeiros levantaram questões sobre os critérios e os resultados dos testes.

Insuficiente mais

Tomando como linha vermelha um rácio de solidez CET1 em 7%, apenas cinco bancos nos 51 testados ficariam abaixo desse limiar em 2018 num cenário adverso de recessão e quebra bolsista. O pior resultado registou-se com o banco italiano Monte dei Paschi di Siena que teria um rácio negativo. Quatro outros bancos registariam rácios abaixo de 7%: Allied Irish, irlandês, com 4,31%; Raiffeisen, austríaco, com 6,12%; Bank of Ireland, irlandês, com 6,15%; e Banco Popular, espanhol, com 6,62%. O mínimo legal é um rácio de 4,5%; abaixo desse limiar apenas se situariam o banco italiano Monte dei Paschi di Siena e o irlandês Allied Irish.

No entanto, se se tomar em conta um rácio de 8% (anteriormente considerado pela EBA), seis grandes bancos europeus ficariam abaixo desse limiar em 2018, com rácios entre 7,1% e 7,8%: Unicredit, italiano; Barclays britânico; Commerzbank alemão; Société Générale, francês; Criteria Caixa, espanhol; e Deutsche Bank alemão. O que leva o analista espanhol Daniel Lacalle, na sua coluna desta segunda-feira no El Español, a sublinhar que muitos grandes bancos foram “aprovados” com “insuficiente mais” (abaixo de 9,5 numa classificação de 1 a 20).

Vários analistas têm sublinhado que os testes da EBA não incluíram nos critérios os efeitos do Brexit, um período prolongado de taxas de juro negativas impostas pelos bancos centrais na Europa e não se testou uma meta de resolução do incobrável no crédito malparado da banca europeia que totaliza 1 bilião de euros, um aspeto que sublinhou Lacalle.

A primeira sessão de agosto já fechou na Ásia Pacífico, com os índices em terreno positivo, com exceção da China. A liderar as subidas o índice Hang Seng, de Hong Kong, com um ganho de 1,13%. O índice Nikkei 225, de Tóquio, avançou 0,4%. O índice DJ de Xangai perdeu 0,94%.