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Novo Banco com prejuízos de mais de 362 milhões de euros

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Rafael Marchante / Reuters

Prejuízos nos primeiros seis meses do ano aumentam face ao mesmo período de 2015. Novo Banco diz que provisão para a restruturação e contribuição para o Fundo de Resolução agravaram as contas

Os resultados do Novo Banco foram comunicados este domingo à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Nos primeiros seis meses deste ano, o banco registou um prejuízo de €362,6 milhões, um valor mais negativo que no período homólogo do ano passado (€251,9 milhões).

Os resultados do banco português que ficou com parte da operação do BES foram comunicados à CMVM dois dias depois do BCP ter anunciado prejuízos de €197,3 milhões no primeiro semestre de 2016 e um dia antes de António Ramalho substituir Eduardo Stock da Cunha na liderança do Novo Banco.

Em comunicado, a instituição (ainda) liderada por Stock da Cunha justifica o resultado de 2016, dizendo que este foi influenciado de forma negativa pela “provisão para custos de reestruturação e pelo registo da totalidade do valor relativo à Contribuição Sobre o Setor Bancário e das contribuições para o Fundo de Resolução Nacional e Fundo Único de Resolução.” Nesse sentido, acrescenta que, sem estes efeitos, o prejuízo do banco seria menos acentuado, ficando-se pelos €243,9 milhões, um valor menos negativo que o registado no primeiro semestre de 2015.

As provisões contabilizaram €576,7 milhões, mais €305,1 milhões que em 2015, nas quais se incluem as provisões para os custos com o processo de reestruturação ainda em execução (€109,6 milhões). Um valor que, segundo realça o Novo Banco, está “em linha com os objetivos traçados no Plano de Reestruturação”, cuja redução do número de trabalhadores “se encontra em fase final.”

Já o redimensionamento da rede de distribuição “continua a evoluir no sentido de, em 31 de dezembro de 2016, se cumprir com sucesso o objetivo estabelecido.” Também a venda de unidades do Novo Banco, como as subsidiárias em França (BES Vénétie) e Macau (NB Ásia) está a decorrer “dentro do plano” e deve ser concluída até ao final do ano.

Segundo avança ainda o banco português, o resultado operacional foi positivo em 142,3 milhões de euros, tendo registado uma melhoria de 704% face ao resultado operacional de 2015. E foi também “superior a todo o resultado gerado em 2015” (€125 milhões).

Já os custos operativos (€304,2 milhões) registaram uma diminuição de 23,4% face ao período homólogo de 2015, “refletindo o esforço empreendido pelo Grupo, nomeadamente na redução do número de colaboradores, na simplificação e melhoria de processos e na otimização da estrutura operativa e comercial”, lê-se no comunicado.

Notícia atualizada às 19h29

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