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Chineses da Fosun querem até 30% do BCP

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Mário Cruz / Lusa

Segundo o Expresso apurou, parte da entrada de capital no BCP poderá ser feita através de um private placement de entre 15 a 30%, sendo o resto do capital subscrito na íntegra pela Fosun

A comissão executiva do Banco Comercial Português (BCP) recebeu este sábado uma carta da Fosun Industrial Holdings Limited, na qual o grupo chinês revelou interesse em investir BCP, ficando com mais de 16% do capital do banco e mostrando interesse em, no futuro, reforçar a sua participação para entre 20% a 30%, apurou o Expresso. A informação foi comunicada este sábado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), um dia depois do banco português ter revelado prejuízos de 197,3 milhões de euros no primeiro semestre do ano, apesar de ter passado nos testes de stress realizados pelo EBA e BCE.

“A Fosun propõe-se subscrever um aumento de capital reservado unicamente à Fosun, a deliberar pelo Conselho de Administração do BCP ao abrigo da aprovação dos acionistas na assembleia geral do passado dia 21 de abril, através da qual, aos níveis atuais, a Fosun passaria a deter uma participação de aproximadamente 16,7% do total de ações representativas do capital social do BCP”, lê-se no comunicado divulgado este sábado pela CMVM.

A Fosun manifestou ainda à CMVM o seu interesse em aumentar a sua participação social no BCP para até 30%. Segundo apurou o Expresso, parte da entrada de capital no BCP poderá ser feita através de um private placement (colocação privada de capital junto de um acionista) de entre 15 a 30%, sendo o resto do capital subscrito na íntegra pela Fosun.

A administração do BCP vai avaliar a proposta, que considera ter “diversos aspetos positivos” e reconhece “o interesse estratégico potencial da proposta apresentada por um investidor internacional com o perfil da Fosun e com presença relevante no mercado português”, avança ainda o comunicado.

Em Portugal, o investidor chinês adquiriu em 2014 a Fidelidade, a maior seguradora portuguesa, da Caixa Geral de Depósitos (CGD), bem como os hospitais da Luz, que eram do Grupo BES (Luz Saúde). Foi ainda um dos interessados na compra do Novo Banco no concurso cancelado em setembro de 2015, mas este ano não apresentou qualquer oferta.

Notícia atualizada às 23h20