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Bolsas mundiais ganham 4% em julho

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O índice mundial regressou a terreno positivo depois de dois meses consecutivos no vermelho. Melhor desempenho na Ásia. PSI 20, da bolsa de Lisboa, entre os cinco ganhos mensais mais elevados na Europa. Forte queda mensal nos preços de matérias-primas. Brent cai quase 14%

Jorge Nascimento Rodrigues

Depois de dois meses consecutivos registando perdas, o índice global MSCI subiu 4,2% em julho. Este índice abrange as 46 principais bolsas em países desenvolvidos e em economias emergentes e de fronteira.

O impacto do Brexit no final de junho marcou negativamente esse mês, em particular na Europa, mas os efeitos da decisão dos britânicos em sair da União Europeia não se prolongaram para julho.

A alegada resiliência dos mercados financeiros em julho levou os principais bancos centrais do mundo, nos casos em que lidam com contextos de fraco crescimento económico e inflação muito baixa, a adiarem decisões de mais estímulos monetários (nomeadamente o Banco Central Europeu e o Banco de Inglaterra) ou a optarem por pacotes muito “modestos” (como foi o caso do Banco do Japão).

Os principais índices “regionais” para a Ásia Pacífico, Europa e Estados Unidos e os índices para as economias emergentes e de fronteira registaram subidas em julho, com destaque para a Ásia Pacífico cujo índice MSCI subiu 5,8%.

PSI 20 subiu 5,7%

O índice MSCI para a Europa registou um ganho de 4,1% em julho, depois de ter perdido 4,7% no mês anterior. Ainda não recuperou totalmente do choque do Brexit, mas sete bolsas registaram subidas mensais acima de 5%, entre elas Lisboa.

O índice PSI 20, de Lisboa, avançou 5,7% em julho, ex-aequo com o Dax de Frankfurt. Os índices europeus que subiram mais de 5% em julho envolveram as bolsas de Luxemburgo, República Checa, Áustria, Finlândia, Portugal, Alemanha e Grécia.

No PSI 20, cinco títulos subiram em julho mais de 10%: Pharol (64%), Mota-Engil (15,6%), Altri (13,6%), Semapa (11,4%) e Energias de Portugal (10,3%). Quatro títulos do PSI 20 registaram quedas em julho: Montepio (mais de 5%), Galp Energia, Corticeira Amorim e Sonae.

No Eurostoxx 50 (cinquenta principais cotadas na zona euro), dez títulos registaram ganhos acima de 10% em julho, entre eles três bancos europeus, o Intesa e o Unicredit italianos, e o BNP Paribas francês. Nos três piores desempenhos mensais naquele índice, o Deutsche Bank que perdeu 4,2%. No Eurostoxx 50, os títulos dos bancos subiram 10%. Os resultados dos testes de esforço aos 51 principais bancos da União Europeia, 37 dos quais da zona euro, já foram divulgados pela Autoridade Bancária Europeia após o fecho da sessão europeia de sexta-feira.

Os mercados emergentes registaram uma subida de 4,72% do índice MSCI respetivo e Nova Iorque ganhou 3,67%. O mais fraco desempenho registou-se nas economias de fronteira – também conhecidos como mercados pré-emergentes - cujo índice MSCI respetivo apenas subiu 0,96%.

À escala mundial, 14 bolsas registaram ganhos em julho acima de 5%, com os índices do Luxemburgo, Brasil, Argentina e Nova Zelândia a liderarem com ganhos de 8% ou mais. A repartição desse ‘clube’ foi a seguinte: sete bolsas na Europa (incluindo Lisboa), quatro na Ásia Pacífico (Nova Zelândia, Austrália, Japão e Hong Kong, por ordem decrescente de ganhos), duas na América Latina (Brasil e Argentina, por ordem decrescente de subidas) e o índice Nasdaq, da bolsa ligada às tecnológicas, em Nova Iorque (que subiu 6,2%).

As bolsas com maiores perdas em julho foram Istambul, cujo índice BIST 100 perdeu 3,3% no mês em que se registou um golpe militar gorado e um contra-golpe, e Riade, com o índice saudita Tadawul a cair 2,5%.

Preço do Brent cai quase 14%

Julho ficou marcado por uma quebra nos principais índices de matérias-primas, com o índice CRB a cair 6% e o índice S&P GSCI a perder 9,6%.

Os preços desceram num largo espectro de matérias-primas, com quedas acima de 13% para o porco magro, o barril da variedade WTI norte-americana do petróleo, o gasóleo, o farelo de soja, o barril de Brent, o óleo de aquecimento e o gasóleo reformulado.

O preço do barril de petróleo de Brent, a variedade europeia de referência internacional, caiu 13,9% em julho. Fechou com um preço de 42,46 dólares por barril na sexta-feira, mais de sete dólares abaixo do preço do fecho no mês anterior.