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CGD não era “a mais urgente das urgências” na passagem de pastas com o anterior governo

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Mário Cruz / Lusa

Ministro das Finanças Mário Centeno diz que o assunto CGD foi "abordado", mas sem grande profundidade, numa reunião com a sua antecessora Maria Luís Albuquerque. Mudança de administração "prende-se com a necessidade identificada pelo governo de implementar um novo plano de negócios" e começou a ser tratada "no final do primeiro trimestre"

O ministro das Finanças, Mário Centeno, assumiu esta sexta-feira que a Caixa Geral de Depósitos não foi um assunto abordado com particular profundidade na passagem de pastas com a anterior ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque. "Havia outras urgências mais urgentes naquele momento, passe a redundância", disse Mário Centeno durante a sua audição na comissão parlamentar de inquérito à recapitalização da CGD.

Embora o assunto tenha sido "abordado" numa reunião entre o atual ministro das Finanças e a sua antecessora, Centeno argumenta que, numa altura em que o Banif estava a caminho da possível resolução, o banco público "não era um tópico de especial prioridade" quando o Governo do PS tomou posse.

Sem revelar pormenores sobre o plano que está a ser preparado para o banco público, Mário Centeno explicou que a decisão de mudar de administração "prende-se com a necessidade identificada pelo governo de implementar um novo plano de negócios", a que se somou "todo o contexto prévio das informações que o Governo foi recebendo e que constam de relatórios da supervisão face aos maiores problemas identificados dentro da CGD".

Durante a sua audição, Mário Centeno recusou ainda a interpretação de que a escolha da nova administração da CGD - que ainda não tomou posse - tenha sido feita "por oposição" à anterior administração. "Não há nenhuma decisão dessa natureza. O novo Conselho de Administração é o que consideramos adequado ao cumprimento de um determinado plano de negócios", disse o ministro das Finanças.

Segundo o ministro das Finanças, a primeira reunião que teve com a administração cessante da CGD ocorreu "no dia 2 de dezembro", tendo posteriormente o Governo, enquanto acionista do banco, feito "a análise" sobre o futuro da CGD. "No final do primeiro trimestre o governo tem uma ideia sobre o que entende que possa ser o futuro da CGD e inicia o processo de renovação do Conselho de Administração", explicou, remetendo para próximo do dia 13 de abril - depois de ter recebido "a aceitação dos convites" que tinha feito para a nova administração - a data em que anunciou ao presidente cessante, José de Matos, a intenção de substituí-lo na liderança do banco.