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Banco italiano Monte dei Paschi foi o pior nos testes de esforço da EBA

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GIUSEPPE CACACE / AFP / Getty Images

O banco italiano veria o seu capital desaparecer perante um cenário mais exigente. Em geral, a Autoridade Bancária Europeia (EBA) diz que os resultados dos testes demonstram que o setor da banca na União Europeia está resiliente

O italiano Monte dei Paschi di Siena registou o pior resultado nos testes de esforço à banca europeia e num cenário adverso veria o seu capital desaparecer.

A Autoridade Bancária Europeia (EBA) anunciou esta sexta-feira os resultados dos testes de esforço de 51 bancos da região.

Num contexto mais exigente, o Monte dei Paschi teria um rácio de solidez, ou CET1, negativo (de -2,44%). O banco anunciou esta sexta-feira um plano para efetuar um aumento de capital de 5.000 milhões de euros e vender ativos não rentáveis.

"Num cenário adverso, o rácio de capital de transição oscila entre -2,2% e 35,4%", diz a EBA. "Tirando um banco que regista um CET1 negativo no final do período projetado, todos os outros bancos registam níveis mínimos de capital acima do exigido".

A segunda pior situação regista-se com o banco irlandês Allied Irish, que, no cenário adverso, teria um rácio de 4,31%.

Segundo a EBA, o resultado dos testes "demonstra a resiliência no setor da banca na União Europeia como um todo graças ao sigificativo reforço de capital".

O Banco Central Europeu informou que usará um rácio de 5,5% no cenário adverso como referência informal de resiliência.

Ao contrário do que sucedia no passado, neste exame, os bancos não chumbam, nem passam.

O Millennium bcp anunciou que teve resultados positivos nos testes de stress. O banco reforçou imparidades e provisões o que o levou a registar um prejuízo de 197,3 milhões de euros no primeiro semestre de 2016.