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Governador diz que “desvio” de 3 mil milhões é nas projecções e “não afecta solidez” da CGD

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José Sena Goulão / Lusa

Carlos Costa garante que números avançados pelo ministro das Finanças são "um problema de diferença entre o que estava previsto e o que sucedeu" no plano que se seguiu à capitalização da CGD em 2012. "Não afecta em nada a solidez do banco", garante o governador

O “desvio” de 3 mil milhões de euros a que o ministro das Finanças Mário Centeno fez referência em relação à Caixa Geral de Depósitos (CGD) resulta de um desvio nas projeções que tinham sido feitas inicialmente para o plano que se seguiu à capitalização do banco em 2012.

“Tudo está sólido no balanço da CGD. Os rácios de capital são respeitados. Esse valor é um problema de diferença entre o que estava previsto e o que sucedeu. Não afecta em nada a solidez do banco”, garantiu Carlos Costa durante a sua audição na comissão de inquérito à recapitalização da CGD.

“ As condições em que se fez a capitalização em 2012 não foram as que se materializaram”, explicou, apontado o contexto económico europeu e a descida nas taxas de juro como exemplos de variáveis que influenciaram negativamente o desempenho do banco.

“O que se esperava ser um resultado positivo transformou-se em negativo. O valor do ‘gap’ entre 2013 e 2015 é na ordem dos 1.500 milhões”, avançou Carlos Costa, antes de estimar que o valor de 3 mil milhões de euros apontado por Centeno resultará da projeção deste ‘gap’ para a totalidade do plano, que se estende até 2017.