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Fórum para a Competitividade arrasa contas do Governo

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Relatório do Fórum para a Competitividade diz que os números oficiais "não parecem credíveis, já que na primeira metade do ano a dívida pública direta subiu 4,7% do PIB, quase o triplo do défice"

O défice orçamental de 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre deste ano é um resultado “mau”, que vai dificultar o cumprimento da meta (já aliviada) sugerida por Bruxelas e que aponta para 2,5%.

Esta é uma das principais conclusões da nota de conjuntura hoje emitida pelo Fórum para a Competitividade, que antevê um “segundo semestre muito mais difícil, devido às medidas aprovadas para esse período”.

Os responsáveis pela análise referem ainda que “infelizmente, os números oficiais não nos parecem credíveis, já que na primeira metade do ano a dívida pública direta subiu 4,7% do PIB, quase o triplo do défice, apesar dos “cofres cheios” terem sido largamente esvaziados”.

Impossível esconder necessidades de financiamento

No documento agora divulgado, os analistas do Fórum para a Competitividade notam que até se podem “camuflar” os dados das despesas e receitas públicas, “mas é praticamente impossível esconder as verdadeiras necessidades de financiamento. Ou seja, temos fundadas suspeitas de estarmos perante uma repetição do que já vivemos em 2001 e 2009, em que assistimos a uma brutal revisão em alta dos défices orçamentais, sendo altamente provável que o défice de 2016 fique acima dos 3% do PIB e desta vez será improvável escaparmos a sanções”.

Os mesmos responsáveis concluem que se aproximam tempos politicamente turbulentos, especialmente devido ao que se vai passar em relação à discussão das medidas adicionais para 2016, à proposta de Orçamento do Estado para 2017 e à avaliação do rating pela DBRS no final de outubro, “o que poderá afetar a economia”. “Para o conjunto do ano, é provável que o PIB cresça apenas entre 0,25% e 0,75%, fruto da desaceleração externa e também das incertezas internas”.