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Carlos Costa: Modelo da capitalização da CGD em 2012 evitou maiores exigências de Bruxelas

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No Parlamento, o governador do Banco de Portugal elogia decisão tomada pelo Governo de Pedro Passos Coelho

O governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, realçou hoje que o modelo de capitalização da CGD em 2012, com recurso a capital e a instrumentos híbridos, evitou maiores exigências da Comissão Europeia.

"Uma capitalização sem CoCo [obrigações convertíveis em capital] teria levado a DG Comp [Direção Geral da Concorrência da Comissão Europeia] a exigir remédios superiores à CGD do que exigiu. Tal como fez a outras instituições portuguesas", afirmou.

"O custo que a CGD pagou com os CoCo tem como contrapartida um menor esforço com os remédios impostos pela DG Comp", reforçou Carlos Costa.

De resto, o líder do BdP assumiu que, num exercício teórico em que tivesse que escolher entre uma recapitalização só com capital ou mista, "talvez preferisse não impor à CGD remédios que impunham alterações estruturais do seu negócio".

O Estado português fez um reforço de capital da CGD em 2012, que resultou da injeção de 750 milhões de euros em capital e da subscrição de 900 milhões de euros em obrigações convertíveis (CoCo).

Ora, os custos suportados pelo banco público com os CoCo ascendem a cerca de 80 milhões de euros anuais, penalizando os resultados da CGD nos últimos anos.

Carlos Costa sublinhou hoje que, para o acionista Estado, a diferença entre a recapitalização de há quatro anos ter sido feita com recurso exclusivo a capital ou ter havido o recurso aos CoCo é um impacto temporal.

Isto, porque os CoCo têm que ser pagos pela CGD todos os anos, enquanto, caso não houvesse este custo, o lucro do banco estatal seria superior e o Estado iria receber uma verba pela via dos dividendos, mas "estes viriam mais tarde", vincou.