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Juros da dívida descem depois de cancelamento de sanções

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Os juros das Obrigações do Tesouro português a 10 anos já caíram para menos de 3%, minutos antes da abertura dos mercados financeiros em Nova Iorque. Wall Street negoceia em terreno positivo. Bolsas de Madrid e Lisboa continuam a registar ganhos

Jorge Nascimento Rodrigues

As yields das Obrigações do Tesouro português a 10 anos desceram no mercado secundário para menos de 3% pelas 14h28 (hora de Portugal) desta quinta-feira, minutos antes da abertura de Wall Street, e duas horas depois do anúncio pela Comissão Europeia que eram canceladas as sanções a Portugal e Espanha.

As yields registaram 2,996%, minutos antes da abertura dos mercados financeiros em Nova Iorque, um nível abaixo de 3%, o que já não sucedia desde 4 de julho. Quando os mercados financeiros iniciaram a sessão nos Estados Unidos, as yields das OT naquele prazo registavam 3,001%, e estão a variar ligeiramente acima da linha de água, uma descida de quatro pontos base em relação ao encerramento de terça-feira.

Também as yields das obrigações espanholas naquele prazo de referência desceram após o anúncio das sanções zero para 1,1%, dois pontos base abaixo do fecho do dia anterior.

À espera da reunião da Fed

Entretanto, abriram as bolsas de Nova Iorque em terreno positivo, no dia em que a Reserva Federal norte-americana (Fed), o banco central, divulgará a decisão da reunião de dois dias do seu comité de política monetária. O índice Dow Jones 30 avança 0,28%, depois de ontem ter fechado no vermelho. O índice S&P 500 ganha 0,27% e o Nasdaq sobe 0,67%.

Na Europa, o índice PSI 20 da bolsa de Lisboa ganha 0,97% e o índice Ibex 35 da bolsa de Madrid sobe 1,77%. O índice Eurostoxx 50, das cinquenta principais cotadas da zona euro, avança 1,09%.

Para além das declarações do primeiro-ministro japonês anunciando um pacote de estímulos orçamentais a ser aprovado no início de agosto, esta quarta-feira está a ser marcada, na Europa, pela decisão da Comissão Europeia sobre as sanções zero a Portugal e Espanha e, globalmente, o evento de maior impacto será a divulgação pelas 19h (hora de Portugal) do comunicado da Fed e o sinal que der para os mercados financeiros. Não haverá conferência de imprensa da sua presidente, Janet Yelen. A decisão da Fed já será conhecida depois do fecho dos mercados europeus.

As probabilidades de um aumento de 25 pontos base das taxas de juro da Fed ainda este ano estão em 42% para a reunião de 12 de dezembro, segundo os futuros daquelas taxas de juro, fornecidos pelo CME Group. Valores superiores a 40% registam-se para as reuniões de dezembro deste ano e de fevereiro, março, maio e junho do próximo ano. Para a reunião de junho do próximo ano, há 20% de probabilidade de um aumento de 50 pontos base. As probabilidades subiram para percentagens superiores às registadas na sexta-feira passada.