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Bancos são "risco persistente" para dívida soberana portuguesa, diz a Moody's

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A agência de ratings avisa que a banca portuguesa é um risco para a própria dívida soberana. Portugal irá provavelmente aumentar a sua dívida para recapitalizar a CGD, lembra a Moody's

A situação da banca portuguesa constitui um "risco persistente" para a dívida soberana do país, avisa a Moody's.

A agência de ratings lembra que Portugal terá provavelmente de se endividar ainda mais no mercado para poder injetar fundos na estatal Caixa Geral de Depósitos (CGD), não tendo ainda sido confirmado a dimensão da operação.

Avisa ainda que existe uma probabilidade muito elavada de a venda do Novo Banco ser feita abaixo do valor esperado o que trará custos para os restantes bancos portugueses.

Isto numa altura em que, "os bancos portugueses estão entre as istituições menos capitalizadas na zona euro", uma situação que, segundo a Moody's, não deverá mudar nos pr+oximos 12 a 18 meses.

"Fundamentais fracos e um aumento das responsabilidades contingentes aumentaram os riscos para a capacidade de financiamento dos bancos portugueses e do Estado, perante incerteza em torno do Novo Banco e uma injeção de capital na CGD", refere o relatório da agência divulgado hoje.

Salienta que a rentabilidade dos bancos portugueses permaneceu fraca no último ano e enquanto que o stocks de ativos problemátivos está em geral estável ainda é muito elevado.