Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

“A Caixa não tem dimensão para ser um banco global”, defende José de Matos

  • 333

Marcos Borga

Depois de admitir que houve várias operações que correram mal com a presença da CGD em Espanha, José de Matos defendeu que “a Caixa provavelmente não tem dimensão para ser um banco global”

"Não temos capacidade para ter um banco público que se comporte como um banco gobal. Nem o país tem essa dimensão. Foi um erro estratégico [uma tão grande ambição de internacionalização]", afirmou José de Matos esta quarta-feira, na comissão parlamentar de inquérito à CGD. Antes, o gestor tinha sublinhado que houve operações, nomeadamente de crédito, que correram mal no banco que a Caixa tinha em Espanha.

"Pessoalmente, acho melhor regressar à base e ter os pés bem assentes na terra. É um erro pensar que a atividade internacional da Caixa é muito relevante", defendeu ainda José de Matos. E acrescentou que considera que poderá ser melhor para o banco público ter uma presença doméstica forte, com uma presença internacional contida. As operações da Caixa no exterior representam 20% dos resultados do banco.