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The Navigator Company com quebra de 14,9% nos lucros até junho

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Os resultados líquidos da The Navigator Company recuaram 14,9% no primeiro semestre do ano, face igual período do ano passado, para 85,5 milhões de euros, anunciou esta terça-feira a empresa que sucedeu à Portucel

A The Navigator Company registou um volume de negócios de 778,6 milhões de euros no primeiro semestre de 2016, o que representa "uma quebra de 2,1% em relação ao primeiro semestre de 2015 devido à redução do valor de vendas na área de energia, resultante nomeadamente da revisão da tarifa de venda à rede na central de cogeração da Figueira da Foz", refere a empresa em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Ainda assim, "os negócios tradicionais de papel e pasta destacaram-se muito positivamente tendo o grupo atingido o volume e o valor de vendas de papel mais elevados de sempre num primeiro semestre", considera a empresa, sublinhando ter conseguido entre janeiro e junho um "recorde de vendas de papel em toneladas (775,5 mil) e em euros". A Navigator destaca o nível de vendas de 775,5 mil toneladas, que apresenta um crescimento de 3,7% face ao volume registado no primeiro semestre de 2015, e o crescimento dos volumes de vendas de papel (+3,7%), de pasta (+9,6%) e de 'tissue' (+32,8%).

O grupo que sucedeu à Portucel explica que "o mercado europeu de papel não revestido de impressão e escrita (UWF) ficou marcado pela redução significativa na capacidade de produção existente, que permitiu uma evolução positiva nas taxas de utilização da indústria". Ao mesmo tempo, "verificou-se um decréscimo das exportações e um incremento nas importações para o mercado europeu, nomeadamente provenientes da Ásia, estimando-se que o consumo aparente tenha registado uma redução de cerca de 2%"

As vendas, contudo, recuaram 2,1% no período para os 778,6 milhões de euros, com o negócio de energia a registar um decréscimo de vendas justificado pela aplicação das novas tarifas e a passagem para autoconsumo que penalizou o resultado líquido da empresa.

A empresa tem em curso um investimento na fábrica de pellets nos Estados Unidos "em fase de conclusão e início da fase de testes de produção, com entrada em laboração contínua a 22 de agosto".