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Nesta casa de engenheiros, o céu é o limite

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O mais recente projeto diz respeito ao modelo do novo helicóptero da AgustaWestland. Victor Sancho, 38 anos, nascido em Valladolid, é um dos engenheiros da equipa que lidam com o construtor anglo-italiano

Lucília Monteiro

CEiiA, Centro de engenharia e de desenvolvimento de produto, sediado em Matosinhos soma projetos, desde o novo avião da Embraer a carros elétricos, scooters e bicicletas inteligentes

No princípio era o automóvel. A sigla CEiiA manteve-se, mas a vocação evoluiu da excelência da indústria automóvel para centro de engenharia e desenvolvimento de produto. A mobilidade inteligente fervilha e permanece como um dos desígnios. Mas o centro ganhou asas na cadeia de valor para a aeronáutica e a indústria do mar, estreando-se com um veículo autónomo que pode submergir até 3000 metros de profundidade para mapear o fundo do oceano e monitorizar instalações offshore de exploração de petróleo e gás.

Na aeronáutica, depois da participação ativa no desenvolvimento do novo avião da Embraer (KC-390), o céu é o limite. E foi nesta área que na última semana aterrou uma boa notícia, com a assinatura de um novo contrato com o fabricante anglo-italiano de helicópteros AgustaWestland (AW). São mais 50 mil horas de investigação, a dividir pelos 30 engenheiros alocados ao programa. Os drones surgem agora, tal como os veículos autónomos, na linha de partida, com os testes à espera que as zonas livres de tecnologia sejam definidas.

O centro, que resultou de um fórum de discussão sobre a indústria automóvel, em 1999, tem ganho notoriedade nos últimos tempos e esta sexta-feira contou mesmo com uma comitiva governamental de peso: o primeiro-ministro, António Costa, fez-se acompanhar de quatro ministros — da Ciência, do Planeamento, da Economia e do Ambiente — para o lançamento da Iniciativa Laboratórios Colaborativos.

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