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CGD perde milhões com os Espírito Santo

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Os danos causados pelos atos praticados pela liderança do BES vão fazer-se sentir durante muito tempo

Alberto Frias

O banco público é o terceiro maior credor da Espírito Santo Irmãos, que está em processo de insolvência, com uma exposição de €114 milhões. É o maior dos PER de uma lista que o Expresso começa a publicar

Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem tu és. A frase bíblica pode bem aplicar-se aos grandes credores da Espírito Santo (ES) Irmãos, a holding que controlava indiretamente o Banco Espírito Santo (BES), que implodiu a 3 de agosto de 2014, deixando um longo rasto de credores e lesados. A ES Irmãos revelou-se uma má companhia para a estatal Caixa Geral de Depósitos (CGD) que é o terceiro maior credor da holding, com uma exposição de €114,3 milhões. O maior é a Rioforte Investments, holding do Grupo Espírito Santo, com uma exposição de €1898 milhões, acrescidos de juros. Entre os credores estão também as empresas Oil Investments e Topbreach Holding, duas sociedades com sede na Holanda controladas pelo empresário Américo Amorim, que ficam sem €179,3 milhões, que estão a tentar reaver junto do Novo Banco via processo em tribunal.

A ES Irmãos controlava a Espírito Santo Financial Group (ESFG), principal acionista do BES. A falência da ES Irmãos é apenas mais uma dentro das empresas que compõem o Grupo Espírito Santo (GES). As várias sociedades entraram em situação de insolvência em cascata. Entre elas a Espírito Santo International, correndo o respetivo processo no Luxemburgo. Também a Rioforte viu ser declarada a sua falência a 8 de dezembro de 2014 pelo Tribunal do Comércio do Luxemburgo.

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