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Bankeiro central, com K de Keynes

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O presidente do BCE avisou que ainda é cedo para avaliar completamente as consequências do ‘‘Brexit’’

Ralph Orlowski / Reuters

BCE espera para ver mas promete novas medidas se necessário. E está preocupado com a banca

A política monetária expansionista dos principais bancos centrais das economias desenvolvidas não tem feito descolar a inflação em direção à meta de 2%. E não está a dar o empurrão decisivo à economia real, sobretudo no Japão, no Reino Unido e na zona euro (ver gráficos). Em sua defesa, os banqueiros centrais, fazendo eco do que tem dito repetidamente o Fundo Monetário Internacional (FMI), alegam que o impulso keynesiano não pode estar dependente sobretudo dos estímulos monetários, dos famosos programas de quantitative easing inaugurados pela Reserva Federal americana (Fed), onde já foi desativado, e depois pelo Banco do Japão (BoJ), pelo Banco de Inglaterra (BoE) e pelo Banco Central Europeu (BCE).

A politica monetária não pode continuar “sobrecarregada” naquela tarefa urgente e “outras políticas têm de contribuir muito mais”, recordou o BCE no comunicado da reunião desta quinta-feira. No caso da zona euro, os “outros” protagonistas estão bem identificados: os governos nacionais, em particular os que têm margem orçamental, e a Comissão Europeia. À escala global, o FMI apelou ao G20, que se reúne este fim de semana, para dar esse impulso. Na última atualização do “World Economic Outlook”, esta semana, o Fundo salientava o papel que têm de ter “as economias credoras” na correção dos desequilíbrios macroeconómicos mundiais. Ou seja, sobretudo Japão, Alemanha, Holanda, Suíça, Arábia Saudita e Taiwan.

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