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Bancos e famílias ‘pagam’ dívida do Estado em 2016

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O IGCP tem estado ativo na colocação de dívida nos investidores internacionais mas este ano, até agora, o volume de financiamento externo caiu. Até dezembro, serão emitidos mais €4,6 mil milhões em obrigações

Tiago Miranda

O Estado financiou-se essencialmente em casa nos primeiros cinco meses do ano. Empréstimos do exterior, em parte devido ao reembolso do FMI, diminuíram em €7,5 mil milhões

Mesmo com o empurrão de Mario Draghi e da sua política de estímulos monetários, Portugal financiou-se essencialmente a partir de fontes internas nos primeiros cinco meses do ano. Os números revelados esta semana pelo Banco de Portugal (BdP) mostram que houve uma redução de €7,5 mil milhões no financiamento do exterior. Uma parte deste montante (€2000 milhões) diz respeito ao reembolso ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que está a ser feito antecipadamente e vai continuar nos próximos meses. O restante resulta de uma redução da posição em títulos, ou seja, investimentos de entidades estrangeiras em dívida portuguesa sob a forma de Bilhetes do Tesouro e Obrigações do Tesouro.

É certo que os bancos internacionais continuam a ser os maiores compradores de obrigações nos leilões da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) — os portugueses não têm chegado a 10% — mas, em muitos casos, nestes cinco meses não estão a aumentar a exposição e apenas a mantê-la ou até a diminuí-la. Além disso, apesar de a poupança ter sido pela primeira vez negativa no primeiro trimestre deste ano, as famílias têm apostado em instrumentos de aforro para particulares do IGCP. Em particular, nas novas obrigações para retalho que, depois de uma primeira emissão em maio, vão ter uma segunda colocação que arrancou esta semana.

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