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Escola Superior de Hotelaria do Estoril garante que falhas apontadas em auditoria estão resolvidas

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Depois de o Tribunal de Contas denunciar a existência de pagamentos ilegais, o presidente da Escola Superior de Hotelaria do Estoril, Raúl Filipe, assegurou ao Expresso que a instituição alterou os seus procedimentos e já limpou todo o prejuízo acumulado na anterior administração

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O presidente da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, Raúl Filipe, assegura que os problemas que o Tribunal de Contas identificou numa auditoria sobre a instituição estão resolvidos, já que a atual presidência e o conselho de gestão da escola “tomaram um conjunto de medidas no sentido de garantir a consolidação das receitas próprias e um maior controlo sobre as despesas da instituição”.

O Tribunal de Contas publicou quinta-feira o relatório de uma auditoria que incidiu sobretudo sobre o ano 2012, embora tenha também analisado a situação financeira da escola do Estoril dos anos seguintes. O relatório concluiu pela existência de pagamentos ilegais e indícios de desvio de dinheiros públicos, através da gestão dos fundos de maneio da escola por uma ex-administradora.

Mas Raúl Filipe, que tomou posse em setembro de 2013, garantiu ao Expresso que a nova administração da Escola de Hotelaria do Estoril implementou vários procedimentos para evitar que os pagamentos irregulares se repitam. Entre eles está a redução do número de fundos de maneio da instituição e do valor disponível em cada um deles, o que minimiza o risco de desvio de verbas. Hoje, diz ainda o presidente da instituição, “não há nenhum cheque que seja passado sem justificação”.

O presidente da Escola de Hotelaria do Estoril realça ainda que sob a nova gestão a entidade que lidera passou de prejuízos acumulados de 900 mil euros em 2013 para um resultado líquido positivo de 1,17 milhões de euros em 2015.

“Os resultados financeiros positivos agora alcançados permitem fazer e projetar diversos investimentos ao nível das facilidades de ensino e de gestão, melhorando as condições de ensino, nomeadamente ao nível dos materiais, utensílios e tecnologias utilizados em aulas práticas”, nota Raúl Filipe.

O presidente da Escola de Hotelaria do Estoril, que tem cerca de 2 mil alunos e uma empregabilidade em torno de 95%, diz também que o problema das dívidas de alunos (outra preocupação do Tribunal de Contas) está a ser resolvido e o montante em dívida é significativamente menor do que o que existia em 2012.