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Défice externo disparou nos primeiros cinco meses do ano

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O saldo conjunto das balanças corrente e de capital situou-se nos 866 milhões de euros negativos nos primeiros cinco meses do ano, face aos 175 milhões de euros negativos no período homólogo, divulgou hoje o Banco de Portugal

O saldo conjunto das balanças corrente e de capital situou-se nos 866 milhões de euros negativos nos primeiros cinco meses do ano, face aos 175 milhões de euros negativos no período homólogo, divulgou hoje o Banco de Portugal.

De acordo com uma nota estatística relativa à balança de pagamentos de maio, hoje divulgada pelo Banco de Portugal (BdP), “esta redução resultou do agravamento do défice da balança corrente e da diminuição do excedente da balança de capital”.

O regulador detalha que a quebra no saldo acumulado da balança corrente em 2016 é justificada pelo saldo da balança de rendimento primário em maio, que totalizou 1.372 milhões de euros negativos. Em termos homólogos, esta evolução foi influenciada pelo diferente perfil temporal, em relação a 2015, dos dividendos pagos e recebidos de 2016.

A balança de bens e serviços de Portugal apresentou até maio um excedente de 605 milhões de euros, superior aos 376 milhões de euros registados no mesmo período do ano anterior, uma evolução que se deveu à redução das importações em 1,8% (variações de -2,4% nos bens e de 0,8% nos serviços), superior à queda de 1% das exportações (variações de -1,8% nos bens e de 0,6%nos serviços).

Segundo os números do BdP, a rubrica viagens e turismo apresentou um saldo positivo de 2.397 milhões de euros, representando um aumento de 8,5% face a igual período de 2015.

Relativamente à balança financeira, entre janeiro e maio de 2016, o saldo registou uma queda dos ativos líquidos de Portugal sobre o exterior no valor de 1.004 milhões de euros.

No mês de maio, acrescenta, o saldo negativo de 1.342 milhões de euros, deveu-se a um aumento dos passivos das sociedades não financeiras e do banco central (TARGET), assim como à redução dos ativos dos bancos residentes face ao exterior.

E refere ainda que se verificou “um desinvestimento de entidades não residentes em títulos de dívida emitidos pelas administrações públicas”.