Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Finanças negam que o BCE tenha vetado propostas do Governo para a Caixa

  • 333

Reuters

O Ministério das Finanças garante que o Banco Central Europeu (BCE) não exigiu um plano alternativo para a capitalização da Caixa Geral de Depósitos, nem vetou os nomes propostos para a nova administração

As Finanças lamentam que tenha sido divulgada no domingo por Marques Mendes, no comentário da SIC, a carta enviada pelo BCE, a 8 de junho, à administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), a propósito do processo de capitalização do banco público, que tem estado a ser negociado entre as autoridades portuguesas e a Comissão Europeia.

"A divulgação de cartas entre entidades europeias e a CGD não contribui de forma positiva para a resolução de questões que são determinantes para o futuro da CGD", lê-se numa resposta enviada pelas Finanças, ao Expresso.

O Ministério de Mário Centeno assegura que não houve qualquer veto do BCE a propostas apresentadas pelo Governo, nomeadamente sobre os nomes apontados para a nova administração da Caixa, que irá ser presidida por António Domingues, ex-vice-presidente do BPI.

"Como é do conhecimento público, o Governo encontra-se, enquanto acionista, a avaliar e a discutir com as entidades europeias a substituição do conselho de administração da CGD e o seu plano de capitalização. Estas conversações têm evoluído de forma construtiva. Tanto o BCE, quanto a Comissão, têm apoiado o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, não tendo havido qualquer veto às propostas apresentadas pelo Governo, designadamente o veto a nomes propostos. Nem qualquer exigência ou apresentação de um plano alternativo", afirma fonte oficial das Finanças.

Marques Mendes afirmou na SIC que o BCE pretendia que fosse apresentado um plano de capitalização e vetava alguns dos nomes propostos, defendendo que a Caixa teria de ter um presidente executivo e um presidente do conselho de adminstração. António Domingues, segundo informação pública, irá acumular os dois cargos.

"Relativamente à capitalização, o valor será apurado após a entrada em funções da nova administração, sustentado na auditoria já anunciada pelo Governo e em função das negociações em curso", esclarecem as Finanças. A imprensa tem apontado para uma capitalização entre os 4 mil milhões de euros e os 5 mil milhões de euros.