Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Marques Mendes: BCE quer menos administradores na Caixa Geral de Depósitos

  • 333

O comentador da SIC afirmou este domingo que existe neste momento “um braço de ferro” entre o BCE, por um lado, e Governo e o novo presidente da Caixa, por outro. Marques Mendes adianta que BCE quer menos administradores na Caixa, como avançara o Expresso este sábado

Luís Marques Mendes garantiu este domingo ter tido acesso a uma carta enviada pelo Banco Central Europeu (BCE) à Caixa Geral de Depósitos (CGD), a 8 de junho, na qual este levanta algumas questões, para além de deixar vários avisos e alertas. E é depois de ter conhecimento do seu conteúdo que conclui que existe neste momento “um braço de ferro” entre o BCE, por um lado, e Governo e o novo presidente da Caixa.

“O que publicamente foi dito é que a CGD terá 19 administradores”, afirmou Marques Mendes no seu espaço de comentário habitual na SIC. “Só que o BCE contesta este número e recomenda um máximo de 15. Em que ficamos?”, questiona. Marques Mendes confirma assim a informação avançada este sábado pelo Expresso.

O antigo líder social-democrata sublinha que existem vários membros não-executivos do Conselho de Administração da Caixa que não têm experiência na área da banca, quando o BCE diz que devem ter. E adianta que o BCE se opõe à acumulação de funções entre presidente do Conselho de Administração e presidente da Comissão Executiva. “A proposta publicamente conhecida é a de que António Domingos acumulará os dois cargos, Chairman e CEO”, recorda.

Segundo o banco central, os novos gestores não deverão ainda ter conflitos de interesses “de qualquer natureza”, explica Marques Mendes. Sublinhando que a carta surge depois de terem vindo a público os primeiros nomes de gestores e administradores, o comentador da SIC questiona: “O que é que isto significa? Que algum dos nomes divulgados tem conflitos de interesses? Que vai haver mudanças? Que há vetos?” Apesar de não ter resposta, Marques Mendes recorda que o BCE tem andado “com mão pesada a vetar nomes de gestores e administradores” noutros bancos.

O BCE lançou para cima da mesa uma nova questão, garante: pediu, “e com urgência”, uma proposta alternativa à capitalização pública. “Até agora, só se tem falado em capitalização por parte do Estado. Em que ficamos? O Governo preparou ou está a preparar uma alternativa à capitalização do Estado? Sim ou Não? Era útil o esclarecimento.”