Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Poupança cai para terreno negativo no primeiro trimestre

  • 333

Nos primeiros três meses de 2016, o consumo excedeu o rendimento disponível das famílias em €356 milhões

É algo nunca visto na economia portuguesa. A poupança das famílias foi negativa no primeiro trimestre de 2016, um caso inédito, quer nas novas contas nacionais do Instituto Nacional de Estatística (INE), que recuam até ao primeiro trimestre de 1999, quer nas séries longas do Banco de Portugal (BP), que recuam até 1977.

Não é novidade que a reduzida poupança das famílias é um motivo de preocupação para a economia portuguesa, aflita em financiar o investimento e em garantir a sustentabilidade da dívida. De facto, a taxa de poupança das famílias portuguesas, que superava a casa dos 20% do rendimento disponível nos anos 80, caiu para metade com o processo de convergência para adesão ao euro nos anos 90, e voltou a cair para metade nos últimos trimestres de 2015, esquecido o susto da troika.

Mas neste primeiro trimestre de 2016, o problema ganhou uma nova dimensão. De acordo com as estatísticas do INE, a questão já não está no facto dos portugueses pouparem cada vez menos, muito pouco quando comparados com os parceiros do euro. A questão agora é que a poupança não só desapareceu como é negativa, uma vez que as despesas de consumo final das famílias e das instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias excederam, pela primeira vez, o chamado rendimento disponível para gastar ou poupar.

Leia mais na edição deste fim de semana