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“Estamos a analisar mais de €2 mil milhões de projetos em Portugal”

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Róman Escolano, Vice-presidente do Banco Europeu de Investimento

O vice-presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI), Róman Escolano, não tem dúvidas que o plano Juncker vai acelerar nos próximos meses em Portugal, devido ao volume e qualidade das candidaturas que já está a receber do país. Esta carteira de €2 mil milhões inclui alguns projetos já aprovados e muitos outros que poderão vir a ser aprovados e revelados ao longo de 2016 e 2017

O investimento bate mínimos em Portugal. Como pode o BEI ajudar investimento público e das empresas a inverter esta tendência?

O financiamento ao investimento é um dos principais eixos da atuação do BEI em Portugal, em particular às pequenas e médias empresas (PME) que são quem cria a maioria dos empregos no país. Em 2015, os investimentos do BEI em Portugal subiram 7%, totalizando €1400 milhões, dos quais cerca de €850 milhões foram dirigidos a PME. Em 2016, os números serão comparáveis ou mesmo superiores aos do ano passado, recuperando para os níveis de financiamento antes da crise.

O que pode oferecer o BEI em concreto às empresas portuguesas?

Todo o tipo de produtos de financiamento. O grupo BEI, que inclui o Fundo Europeu de Investimento (FEI) dá garantias, dá empréstimos e com maturidades longas e até dá fundos próprios (equity) podendo entrar na empresa em determinadas condições e projetos.

Como pode um empresário aceder ao BEI?

O BEI não é um banco comercial com balcões nas ruas. A nossa forma de atuar depende da dimensão do projeto. Para grandes projetos, as empresas e o sector público podem dirigir-se diretamente ao BEI e entrar em contacto connosco na sede no Luxemburgo ou no nosso escritório de Lisboa, na Avenida da Liberdade. Para projetos normais de PME, qualquer empresário pode dirigir-se ao seu banco habitual e perguntar pelos produtos de financiamento do BEI. É muito simples! Cerca de 70% da nossa atividade é feita através dos bancos. O valor do nosso empréstimo médio são €80 mil porque em causa estão sobretudo PME com menor acesso a financiamento.

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